Política

Processo contra advogado que acusa Lava Jato de corrupção é desmembrado

Um processo separado da ação original da fase 48 da Operação Lava Jato em Curitiba foi aberto contra o advogado Rodrigo Tacla Duran, acusado de lavar dinheiro de empreiteiras no Paraná. O juiz Sérgio Moro determinou, na última segunda-feira, que o processo fosse desmembrado. Tacla Duran é um dos réus do processo original que tem outros 16 réus, que investiga concessões rodoviárias no Paraná.

Ao separar a ação, o juiz Sérgio Moro acatou sugestão do Ministério Público Federal. O motivo do desmembramento é que Duran está foragido na Espanha desde o início da Lava Jato. O MPF vai expedir um pedido de cooperação para que a justiça espanhola intime o advogado. Neste processo ele é acusado de ter usado o escritório de advocacia dele para lavar 6 milhões de reais do grupo Triunfo, que controla a concessionária Econorte.

No final de novembro do ano passado, Tacla Duran falou por videoconferência na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS no Congresso Nacional. Ele acusou a força-tarefa da Lava Jato de procurá-lo para fechar acordo de delação, reconhecendo crimes que afirma não ter cometido para incriminar autoridades e políticos. Duran também acusa o juiz Sérgio Moro, de ter relações com um advogado que estaria intermediando os acordos de maneira informal.

Carlo Zucollotto Junior é advogado trabalhista, amigo e padrinho de casamento do juiz. Duran apresenta conversas de whatsapp em que Zucollotto teria feito contato com ele. A força-tarefa nega as acusações. Advogados do ex-presidente Lula já pediram para ouvir Duran como testemunha de defesa em processo em que é acusado de receber propina da Odebrecht, mas o pedido foi negado pelo juiz Sérgio Moro.

Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou como advogado da Odebrecht entre 2011 e 2016, já foi alvo de um mandado de prisão preventiva na fase 36 da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2016. Na época, Tacla Duran já estava Espanha e não chegou a ser preso. Desde então ele é considerado foragido. Ele mantém uma conta no Twitter por onde faz diversas críticas ao juiz da Lava Jato.

No total, Duran é réu em três ações: a mais recente que apura irregularidade na concessão de rodovias federais no Paraná; uma em que ele é réu em um processo que apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em um esquema envolvendo obras de mais do Consórcio Pipe-Rack, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj; e a mais antiga, em processo também desmembrado, que apura crimes de corrupção contra a Petrobras.

Nesta ação, foi solicitada a extradição do réu para o Brasil, mas o pedido foi negado pelo Pleno da Corte Suprema da Espanha devido à dupla nacionalidade do advogado. No dia 11 de abril deste ano, o juiz Sergio Moro decidiu pela transferência de parte deste processo para as autoridades espanholas, considerando previsão em tratado e a utilização de empresa constituída na Espanha para a prática dos crimes investigados.

Para o juiz, as autoridades espanholas terão melhores condições de processar os fatos envolvendo as operações de lavagem de dinheiro da empresa com sede no país.

 

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