Professora usa aplicativo para se comunicar com alunas haitianas em sala de aula

Foto: divulgação/SEED

Uma professora da rede estadual de ensino buscou ajuda da tecnologia para atender alunas migrantes em sala de aula. A missão de Karina da Cruz é ensinar sobre a Língua Portuguesa, mas ganhou novo significado ao receber três irmãs haitianas, que não entendiam uma palavra do nosso idioma quando chegaram ao Colégio Estadual Professora Edimar Wright, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba.

A solução, tão simples, mudou a relação entre a professora e as alunas e acelerou o processo de aprendizado delas. A educadora acredita que o desempenho das jovens tenha melhorado, pelo menos, em 50%.

A medida foi adotada também em outras disciplinas e, segundo a professora, até mesmo a relação das meninas com os colegas de classe melhorou.

Atualmente, mais de 4 mil estudantes estrangeiros migrantes, refugiados ou apátridas, de 76 nacionalidades, estão matriculados na rede estadual de ensino do Paraná. Na rede municipal, são 485 estudantes de 37 nacionalidades. A cidade oferece o serviço de ensino da língua portuguesa para quem vem de fora do país.

Segundo a superintendente de Gestão Educacional de Curitiba, Elisângela Mantagute, as turmas são fechadas de acordo com a demanda de alunos, nos bairros que apresentam maior concentração de estrangeiros que precisam aprender o idioma.

As aulas são oferecidas para alunos de todas as idades.

Reportagem: Ricardo Pereira

Foto: divulgação/SEED
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