Projeto que prevê a presença de farmacêutico durante transporte de remédio vai gerar mais custos para o setor, afirma Fetranspar

(Foto: divulgação/Secretaria da Saúde)

O setor de transporte de cargas do Paraná promete entrar na justiça caso o projeto de lei que obriga a presença de um farmacêutico durante o transporte de medicamentos seja sancionado pelo Governo do Estado. A proposta foi aprovada na Assembleia Legislativa nesta semana e segue para sanção ou não de Ratinho Junior. O autor da ideia, deputado Paulo Litro, do PSDB, defende que os medicamentos podem sofrer alterações químicas e físicas durante o processo. 

Mas o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná, Coronel Sergio Malucelli, afirma que, se aprovada, a lei vai gerar mais custos e precedentes para que novos profissionais também tenham que acompanhar outros tipos de cargas.

Ele reclama que não foi consultado da proposta e que a medida vai trazer impactos para pequenas e grandes empresas.

De acordo com o Conselho Regional de Farmácia, o projeto só vai reforçar que o produto seja entregue da melhor forma ao usuário, já que, ainda segundo o conselho, apesar de todas as normas de segurança, esse tipo de alteração pode ocorrer e prejudicar o efeito do medicamento.

Caso o projeto seja aprovado, as empresas que descumprirem a exigência prevista no texto estarão sujeitas à notificação para regularização do serviço. Em caso do descumprimento da notificação, será aplicada uma multa.

Reportagem: Lorena Pelanda