Protesto de moradores que tiveram casas alagadas manteve Contorno Sul bloqueado por seis horas

Moradores da Fazendinha e Cidade Industrial de Curitiba que tiveram casas alagadas no temporal de sábado à noite (3) mantiveram o Contorno Sul (BR-376) bloqueado por seis horas na tarde deste domingo (4). Eles protestavam contra a falta de estrutura nos bairros e de manutenção de rios e bueiros. A rodovia foi fechada por volta do meio-dia e quinze. Os manifestantes exigiam a presença de representantes da Prefeitura de Curitiba no local.

Eles foram atendidos pelo administrador regional da Cidade Industrial de Curitiba, Raphael Kenji. Quem também esteve na região foi o diretor de pontes e drenagem, Augusto Meyer. Ele afirmou que o excesso de chuvas causou as enchentes.

Os moradores bloquearam o Contorno Sul no quilômetro 597, nos dois sentidos, altura da Rua João Bettega. Por alguns minutos, abriram uma faixa de cada pista, mas voltaram a bloquear a rodovia totalmente. As filas chegaram a dez quilômetros no sentido Pinheirinho (sentido Sul) e a cinco quilômetros no sentido Orleans (sentido Norte).

Todas as marginais e acessos de entrada e saída da rodovia foram fechados. O diretor de pontes e drenagem do município ressaltou que, as obras que já foram feitas, impediram um desastre ainda maior durante o temporal.

Para melhorar o fluxo no Contorno, a Polícia Rodoviária Federal teve que fazer alguns desvios que deixaram o trânsito congestionado também em outras estradas, como a Rodovia do Xisto, BR-476. Mais cedo, os moradores haviam fechado a Rua João Dembinski, no Fazendinha. Os moradores das ruas alagadas pelas chuvas alegavam não estar recebendo nenhuma assistência do Município.

Durante a tarde, a Prefeitura de Curitiba informou que equipes de limpeza pública e da Sanepar estavam atendendo chamados da população para fazer reparos na Rua João Dembinski, assim como em outras ruas da região. Durante a noite, moradores também fecharam ruas no Parolin.