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‘Rei do Bitcoin’ é condenado por estelionato e crimes financeiros

Ele é acusado de cometer fraudes superiores a R$1,5 bi em simulações de criptomoedas

 ‘Rei do Bitcoin’ é condenado por estelionato e crimes financeiros

Foto: Divulgação

O empresário Cláudio José de Oliveira, conhecido como “Rei do Bitcoin”, foi condenado pela Justiça Federal do Paraná por estelionato e crimes contra o sistema financeiro nacional. O juízo da 23ª vara federal de Curitiba, determinou pena de 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, além de pagamento de multa. Na sentença, porém, o juiz absolveu o réu dos crimes de associação e organização criminosa. Além do “Rei do Bitcoin”, Lucinara da Silva Oliveira, mulher dele, e Johnny Pablo Santos, sócio de Oliveira, também são réus no processo. Lucinara foi condenada a dois anos e cinco meses de reclusão em regime aberto pelo crime de organização criminosa. Ela também terá que pagar multa à Justiça. Santos, por sua vez, foi absolvido de todos os crimes pelos quais foi denunciado.

O “Rei do Bitcoin” é acusado de cometer uma fraude superior a R$ 1,5 bilhão em simulações de negociações de criptomoedas. Segundo a Polícia Federal (PF), cerca de 7 mil pessoas foram vítimas de um golpe realizado por corretoras controladas por ele. As investigações começaram ainda em 2019, após o Oliveira registrar um boletim de ocorrência afirmando que havia sido vítima de um ataque cibernético. Na ocasião, os valores de todos os credores foram bloqueados pela empresa.

Com o passar das investigações e com a falta de colaboração do proprietário da empresa, a Polícia Civil e o Ministério Público desconfiaram que o ataque cibernético era falso e que o grupo havia cometido crimes, como estelionato. Após denunciarem o suposto ataque cibernético, o grupo suspeito prometeu aos credores que devolveria os valores bloqueados em parcelas. Apesar disso, segundo a PF, os valores nunca foram quitados.

De acordo com a PF, as investigações apontam que o grupo se aproveitou de uma ordem de recuperação judicial para interromper as ações cíveis que a empresa respondia. Durante o processo, segundo a PF, o grupo prestou informações falsas e enganou o Judiciário. Cláudio José, a esposa e outros suspeitos de integrarem o esquema foram presos em junho de 2021 em uma operação deflagrada pela PF para investigar o caso. Todos os suspeitos, exceto Cláudio, foram liberados na sequência.

Segundo a polícia, o casal ostentava bens de luxo e faziam grandes eventos para atrair investidores. A reportagem tenta contato com a defesa de Cláudio e demais envolvidos.

Reportagem: Leonardo Gomes.

felipe.costa

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