Réus da ação sobre a morte de fiscal de combustíveis podem voltar para a cadeia

(Foto: Reprodução/Facebook)

Novos fatos sobre o assassinato do empresário Fabrizzio Machado da Silva podem levar dois dos quatro réus acusados de participação no crime de volta para a cadeia. São eles Onildo Chaves de Córdova II, que é dono de um posto de combustíveis e teria encomendado a execução, segundo as investigações, e Jeferson Rocha da Silva, que teria intermediado o contato entre o mandante e os autores dos disparos que mataram a vítima.

Ambos cumprem prisão domiciliar sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, mas Onildo está internado em uma clínica devido a problemas de saúde. Já Jeferson, que colaborou com a Justiça, está em um endereço sigiloso por medida de segurança.

A descoberta envolve mensagens de celular trocadas por Patrick Leandro, que foi um dos atiradores e está preso, com Jeferson e outras pessoas não identificadas. De acordo com o MP, o teor das conversas reforça tanto a autoria quanto a motivação do crime. É o que explica o promotor Lucas Cavini Leonardi.

Patrick está preso na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba. As mensagens já tinham sido apagadas, mas foram recuperadas com um aparelho especial usado pela perícia.

Em uma das conversas, Jeferson fala com Patrick sobre a insistência de Onildo para conseguir o contato de dele e se diz arrependido disso, argumentando que não fez apresentações para viabilizar um crime. Ao que Patrick responde: “mas foi você que veio atrás de mim; você que me levou lá; você me apresentou; você me procurou” .

Fabrizzio era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis e foi morto a tiros em 23 de março de 2017, na frente da casa dele, em Curitiba. Conforme a denúncia, Onildo teria encomendado o assassinato por vingança, devido às fiscalizações que a vítima promovia em postos da região da capital do Estado e porque ajudava em algumas investigações.

A Justiça mandou os quatro acusados de participação no crime para o banco dos réus, mas o promotor afirma que isso dificilmente deve ocorrer neste semestre.

O quarto réu no processo é Matheus Willian Marcondes Guedes – também preso na Casa de Custódia de São José dos Pinhais. Para o MP, era ele quem dirigia o carro usado no dia do crime.