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Colunistas // Mirian Gasparin

Para garantir as entregas é fundamental investir em operações eficientes

 Roubo de cargas aumenta neste período do ano

Foto: reprodução

O roubo de cargas é um dos principais problemas enfrentados pelo setor logístico. Só no ano passado, o prejuízo com o roubo de cargas em todo o País chegou R$ 1,3 bilhão, com o registro de mais de 14 mil ocorrências, segundo informações da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística.

E, este ano, os números deverão ser ainda mais expressivos, principalmente neste período de Black Friday, Natal e Réveillon, quando ocorre uma demanda maior pelo transporte de cargas.

Eu conversei com o CEO da Akad Seguros, Danilo Gamboa, e ele me disse que, este ano, há um agravante ainda maior, que é a Copa do Mundo, junto com as maiores datas promocionais. E neste período, o maior alvo das quadrilhas são os caminhões que transportam aparelhos de TV, pela facilidade de transformar este tipo de carga em dinheiro. O executivo lembra que neste mesmo período de 2021, o roubo de cargas cresceu 30% em relação aos demais meses. Mas, mas nestes dois últimos meses de 2022, o percentual deve ser ainda maior.

Por isso, para garantir a alta performance nas entregas e a movimentação segura das cargas, os embarcadores e transportadores precisam investir em operações eficientes de logística. Também a gestão de riscos é um procedimento indispensável, bem como a contratação de tecnologia.

Eu perguntei ao CEO da Akad, que é uma das três maiores seguradoras de cargas do Brasil, sobre o que deve ser feito para melhorar a gestão de riscos neste final de ano, e ele me explicou que ostransportadores devem identificar as principais vulnerabilidades da operação e apostar em estratégias de prevenção. Na lista das medidas para melhorar a gestão de riscos devem constar o mapeamento dos riscos e classificação de gravidades; investimento em roteirização, rastreamento e monitoramento das viagens, bem como e capacitação dos profissionais envolvidos nas operações de transporte.

De acordo com Danilo Gamboa, os locais mais visados pelos ladrões de cargas são os primeiros 20 a 30 quilômetros dos centros de distribuição e os 10 quilômetros que antecedem o ponto de entrega das mercadorias. Nestes locais a escolta deve ser dobrada.

Ainda, segundo o executivo, a recuperação das cargas roubadas é pequena, ficando abaixo dos 10%. O roubo de cargas também afeta os consumidores, uma vez que o prazo de entrega dos produtos deixará de ser cumprido.

Confira a coluna em áudio:

Mirian Gasparin