Segundo incêndio florestal, em menos de dois dias, consome ‘20 campos de futebol’ em Pontal do Paraná

 Segundo incêndio florestal, em menos de dois dias, consome ‘20 campos de futebol’ em Pontal do Paraná

Imagem: BPMOA/Divulgação

Imagem: BPMOA/Divulgação

Um senhor precisou ser levado para o hospital, na tarde desta terça-feira (01), depois de ter inalado a fumaça do incêndio que atingiu uma área de vegetação em Pontal do Paraná, no litoral do estado. As chamas entre os balneários Pontal do Sul e Atami destruíram uma área de cerca de 200 mil metros quadrados, equivalente a quase vinte campos de futebol.

Os bombeiros consumiram praticamente quatro horas e cerca de nove mil litros d’água para controlar as chamas. Em menos de dois dias, foi o segundo incêndio de grandes proporções a atingir áreas de vegetação nas praias do estado. Ainda na noite desta segunda-feira (31), o corpo de bombeiros conseguiu controlar e apagar totalmente as chamas que consumiam a mata no Morro do Farol, na Ilha do Mel.

O incêndio tinha começado na madrugada, cerca de 24 horas antes. Uma das hipóteses é de que o fogo tenha sido causado por ação humana, após uma ‘brincadeira’ que envolve uma palha de aço em chamas. As causas do incêndio da tarde desta terça-feira (01) em Pontal do Paraná também vão ser apuradas. A tenente Ana Paula Zanlorenzzi conta que até uma aeronave foi usada no combate ao fogo.

Até o início da semana que vem, a previsão do Simepar indica a ocorrência de pancadas isoladas, em decorrência do calor. São as conhecidas ‘chuvas de verão’, características desta época do ano. Em Pontal do Paraná, para impedir que as chamas se alastrassem por uma área ainda maior ao longo da tarde desta terça-feira (01), o corpo de bombeiros abriu ‘clarões’ em meio a vegetação.

Apenas no primeiro semestre de 2018, o Paraná registrou mais de três mil e 700 incêndios florestais – aumento de 44% no intervalo de um ano. O resultado foi atribuído à falta de chuvas e a baixa umidade do ar. Somado a isso, uma simples bituca de cigarro é o bastante para propagar uma chama na vegetação seca. Mesmo um caco de vidro aquecido pelo sol, em meio ao lixo descartado de forma inadequada, pode dar origem a um incêndio florestal. Em caso de flagrante de ocorrências propositais ou sem autorização, os bombeiros devem ser acionados pelo número 193. Causar incêndio é considerado crime ambiental e tem pena prevista de até quatro anos de prisão.

Foto: Cleverson Bravo, Ricardo Pereira, Ana Tereza May e Leonardo Gomes

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