Sérgio Moro mantém interrogatório do ex-presidente Lula para o próximo dia 13

(Foto: Divulgação/Instituto Lula)

O juiz Sérgio Moro negou o pedido da defesa do ex-presidente Lula de suspender os interrogatórios dos réus da ação penal relacionada à compra, pela Odebrecht, de um terreno para a sede do Instituto Lula, em São Paulo. A defesa alegava que não tinha acesso pleno ao acordo de leniência do Grupo Odebrecht e às cópias das informações contidas nos sistemas de comunicação e registro de pagamentos do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira.

No despacho, Moro afirma que o acordo de leniência da empreiteira já está disponível no Sistema da Justiça Federal do Paraná. Com relação aos documentos que foram incluídos ao processo com base nos sistemas eletrônicos My Web Day e Drousys, o magistrado destaca que todos os questionamentos referentes às provas poderão ser formulados pelos acusados durante os interrogatórios.

Por isso, a manutenção das oitivas também será útil. Segundo o juiz, caso seja necessário, os réus poderão ser ouvidos novamente no futuro acerca dos documentos. Moro ressalta que não há base legal para a defesa de Lula requerer as informações antecipadamente e com isso suspender o processo para aguardar a produção dessas mesmas provas.

Nesta segunda-feira (04), estão previstos os interrogatórios do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, do empresário Demerval Gusmão e do ex-funcionário da empreiteira, Paulo Baqueiro. Na quarta-feira (06), é a vez do ex-ministro Antonio Palocci, do advogado Roberto Teixeira e do engenheiro Glaucos da Costa Marques.

Já o ex-presidente Lula deve vir a Curitiba na próxima quarta-feira (13). Para a mesma data e horário, às 14h, também está marcado o interrogatório de Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci.