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Colunistas // Mirian Gasparin

Venda de cerveja deve crescer 8% com jogos da Copa do Mundo

 Setor cervejeiro trabalha com capacidade total

Foto: reprodução/Pixabay

Com a proximidade do final do ano e, principalmente da Copa do Mundo do Catar, que começa daqui a 17 dias e vai até 18 de dezembro, a indústria da cerveja está trabalhando com capacidade total. E não é para menos, já que após as restrições impostas pela pandemia, este será um momento de celebrar, encontrar a família e os amigos para assistir aos jogos.

No setor cervejeiro o que se vê é um grande otimismo. No ano passado, por exemplo, foram vendidos mais de 14 bilhões de litros de cerveja em todo o País, ou 7,7% a mais do que em 2020. Para este ano, as projeções apontam um crescimento de 8%, com a venda de quase 16 bilhões de litros. Com esses números, o Brasil se consolida como o terceiro maior fabricante de cerveja do mundo, atrás da China e Estados Unidos.

E dentro desse contexto, o Paraná aparece com destaque, com mais de 200 fabricantes de cervejas. Já Curitiba, segundo aponta o Anuário da Cerveja, tem 25 fábricas, ocupando o status de terceiro município com mais indústrias cervejeiras do País. 

Além do destaque industrial, o Paraná também é o maior produtor de cevada, que é a matéria-prima para a produção do malte. De acordo com o IBGE, de toda a cevada produzida no Brasil, 72% é paranaense. E isso tem se refletido nos investimentos da indústria e na agricultura e também no aumento de postos de trabalho.

O que se verificou nestes dois últimos anos foi a mudança no consumo de cerveja. Os consumidores estão voltando a consumir cerveja em maior número em bares e restaurantes e isso já se verifica com a volta de grandes eventos. Os jogos da  Copa do Mundo, que começa no dia 20 próximo, e a chegada do verão deverão aquecer ainda mais a indústria da cerveja.

Só para se ter uma ideia, antes da pandemia, a venda on-trade, ou seja, em bares e restaurantes, totalizava 62% do consumo da bebida. Já os supermercados, mercearias e outros negócios não especializados em consumo de cerveja no próprio ambiente, representavam 38% das vendas.

Com a pandemia, houve uma inversão desses percentuais, mas agora a expectativa é que o consumo retorne com mais força em bares e restaurantes, que é o local favorito para consumo de cerveja.

Confira a coluna em áudio:


 

Mirian Gasparin