Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba denuncia abate de 72 tartarugas ao Ministério Público

 Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba denuncia abate de 72 tartarugas ao Ministério Público

(Foto: Divulgação / PUCPR)

(Foto: Divulgação / PUCPR)

A Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba denunciou ao Ministério Público do Paraná o abate de 72 tartarugas que estavam no Cetas, o Centro de Triagem de Animais Silvestres. A eutanásia foi autorizada pelo Ibama há cerca de duas semanas porque o espaço, que era gerenciado e mantido pela PUC Paraná havia 17 anos, foi fechado no fim de junho.

Segundo informações extraoficiais obtidas pela BandNews, os procedimentos já foram realizados e isso no último dia 30, mas ainda não foi possível descobrir de que forma os répteis foram mortos.

Os animais faziam parte de um grupo de quase 300 indivíduos que estavam abrigados no local. Cerca de 200 desses bichos acabaram encaminhados a instituições conveniadas ao Ibama, mas em relação às tartarugas, isso não seria possível porque elas pertenciam a uma espécie não nativa.

Além de denunciar o caso ao MP, a Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba procurou a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. É o que explica a presidente da entidade, Soraya Simon.

As tartarugas eram da espécie Orelha Vermelha, endêmica dos Estados Unidos e considerada invasora no Brasil. Por essa razão, os animais não poderiam ser soltos na natureza, de acordo com a diretora de Licenciamentos Especiais do Instituto Ambiental do Paraná, Edilaine Vieira. Ela afirma ainda que o IAP deve assumir o Centro de Triagem, mas que ainda não há previsão de quando isso deve acontecer.

A PUC prestava o serviço voluntariamente por meio de um termo de cooperação técnico-científico firmado com o Ibama desde 1999. O documento previa um prazo de atuação até março deste ano e a PUC argumenta, em nota, que o vínculo com o Cetas não foi estendido por não se tratar de uma atividade relacionada diretamente ao foco da instituição. Além disso, pela atribuição legal, esse tipo de trabalho deve ser desenvolvido pelo Poder Público.

Soraya enfatiza, no entanto, que não se pode simplesmente eliminar os animais que foram trazidos ao Brasil pelas mãos do homem.

O Ibama argumenta que a eutanásia foi autorizada porque a legislação do IAP proíbe o transporte, doação, soltura ou criação de animais silvestres invasores. A BandNews tentou uma entrevista com o superintendente regional do órgão, mas a informação é a de que ele está em uma viagem e só retorna na próxima semana.

A PUC ressalta que todos os procedimentos de encaminhamento dos animais e de eutanásia respeitaram princípios clínicos, éticos, legais e regulamentares vigentes. E o IAP aguarda um relatório detalhado sobre o destino de todos os bichos que estavam no Cetas.

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