Superintendente da PF no Paraná toma posse e promete novas fases da Lava Jato em 2019

Foto: Thaissa Martiniuk/BandNews FM

Novas fases da Lava Jato estão programadas para 2019, a partir de novas frentes de investigação. Em solenidade de posse no cargo de superintendente da Polícia Federal no Paraná, o delegado Luciano Flores de Lima garantiu nesta segunda-feira (04) a continuidade da operação. A expectativa, entre os investigadores, é de que este ano seja tão movimentado quanto 2016, quando foram produzidas 16 etapas da investigação. Flores promete operações para ficar entre as maiores já realizadas pela Polícia Federal.​

Segundo o novo superintendente, a Polícia Federal comprou equipamentos de tecnologia avançada para análise de dados e suporte às novas apurações que devem ser realizadas nos próximos meses. Flores também defende novas contratações para a Polícia Federal no Paraná. Ele estima que até o final do ano seja necessário quadruplicar o quadro de servidores no estado para dar conta de toda a demanda.

Responsável pelo relatório que impediu Luiz Inácio Lula da Silva de comparecer ao velório do irmão em São Bernardo do Campo no final de janeiro, o superintendente da Polícia Federal diz que cabe ao Judiciário decidir sobre a transferência do ex-presidente para outra unidade prisional do país. Mas Luciano Flores não esconde o descontentamento com a obrigação de manter a custódia de Lula, preso desde 7 de abril do ano passado em uma sala da Superintendência em Curitiba.

Durante a cerimônia de posse, o novo superintendente cantarolou uma canção gauchesca que comemora a cheia do rio Uruguai, numa alusão a um momento que seria de prosperidade na Polícia Federal.

Flores fez questão de demonstrar que há uma sintonia entre a atuação da instituição e as propostas do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Ou seja, investigações voltadas ao combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. Luciano Flores é mais um ex-integrante da Lava Jato que ganha espaço na cúpula da Polícia Federal na gestão de Maurício Valeixo, que assumiu a direção-geral. Valeixo trabalhou por 12 anos no Paraná. O delegado Luciano Flores é gaúcho e está na Instituição desde 2002. De 2014 a 2016 atuou na operação Lava Jato e foi o responsável por executar a condução coercitiva e tomar o depoimento do ex-presidente Lula há quase três anos. No ano passado ele foi superintendente da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul.

Reportagem: Lenise Klenk e Thaissa Martinuk

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