Transplantes de órgãos batem recorde em janeiro no Paraná

Foto: divulgação/SESA

O Paraná bateu mais um recorde de transplante de órgãos neste ano e o melhor resultado da história. O Estado atingiu o índice de 50,9 doações de órgãos por milhão de população, número que é três vezes maior que a média nacional.

Em seguida, aparecem outros estados do Sul: Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O bom desempenho paranaense se dá, principalmente, a aceitação de familiares em doar os órgãos de parentes que morreram. Apenas 22% dos parentes de vítimas aptas a doar não autorizaram o procedimento neste ano.

Segundo a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Arlene Terezinha Badoch, as abordagens e a orientações recebidas por familiares por equipes capacidades contribuem para esse aumento.

No total, são 671 profissionais envolvidos e dedicados a salvar vidas na Central de Transplantes. Mas apesar dos números recordes, o país ainda tem muito que evoluir. A fila de pacientes à espera de um órgão é preocupante. São quase duas mil pessoas, entre adultos e crianças, que aguardam um órgão no Paraná. A maioria espera pelo transplante de rim e em seguida fígado.

No ano passado, foram 693 procedimentos de rim. O paciente consegue sobreviver com problemas nesse órgão, por causa disso, a coordenadora afirma que a fila para conseguir um rim sempre vai ser a maior.

A espera para conseguir um órgão chega a dois meses a dois anos no Paraná. A pessoa está apta a doar quando tem morte encefálica, com uma lesão muito grave, como um acidente de trânsito ou AVC. Acoordenadora reforça que é preciso falar mais do assunto e mostrar o interesse em ajudar o próximo.

No ano passado, o Brasil aumentou em 7% o número de transplantes e passou a ocupar o vigésimo oitavo lugar no ranking de países que mais doam órgãos. Espanha, que lidera a lista há 27 anos, tem um índice semelhante ao do Paraná. Por lá, são 48 doações por milhão de população.

Reportagem: Lorena Pelanda

Foto: divulgação/SESA

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