Venezuelanos recebidos em Curitiba nesta semana precisam de trabalho e de doações

Foto: Ricardo Marajó/FAS

As primeiras 24 horas em Curitiba do grupo de 90 venezuelanos que desembarcou na cidade na terça-feira (25) foi de acolhimento, reconhecimento do espaço e também de integração com os companheiros de moradia. Apenas cinco crianças e adolescentes entre 2 e 15 anos fazem parte do grupo, que é formado por algumas famílias e cerca de 70 homens que viajaram sozinhos.

Todos são imigrantes que pediram refúgio ou residência no Brasil e aceitaram participar do processo de interiorização, uma das ações da Operação Acolhida para levar a outras regiões do país imigrantes que entraram pela fronteira com a Venezuela no estado de Roraima. O projeto é do governo federal e tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados, a Acnur.

Todos os imigrantes recebidos em Curitiba estão sendo identificados pela rede de solidariedade Cáritas, um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para abrigar o grupo, a organização alugou até 31 de dezembro o imóvel de um antigo seminário de freis carmelitas no bairro Fanny.

O espaço passou a se chamar Casa de Acolhida Dom Oscar Romero. A coordenadora dos projetos de migração da Cáritas no Paraná, Márcia Ponce, diz que os primeiros momentos são de ambientação para que depois seja possível começar outros encaminhamentos.

A colocação dos venezuelanos no mercado de trabalho é uma das prioridades do projeto. Os responsáveis pelo acolhimento devem iniciar um processo de identificação das habilidades de cada imigrante, de acordo com a experiência profissional e a formação. Mas inicialmente, segundo Márcia Ponce, a intenção é atribuir tarefas para que os moradores passem a ser os responsáveis pela manutenção da casa.

No espaço de acolhimento, as famílias estão hospedadas nos quartos, com capacidade para até quatro pessoas, que ficam no piso superior do imóvel. Os homens que estão sozinhos ficam nos quartos do térreo. Além das tarefas que serão distribuídas aos moradores, há demandas que precisam da ajuda de voluntários para ser supridas. A Casa de Acolhida também aceita doações. Entre elas, as de roupas e calçados, principalmente masculinos. Os venezuelanos estão sentindo frio porque acabaram de chegar da região Norte do Brasil, onde faz muito calor. O projeto aceita ainda doações de alimentos, como pães, frutas e legumes.

Para ajudar, os interessados podem entrar em contato com a Cáritas pelo telefone (41) 3023-9907. As doações também podem ser entregues das 9h às 17h na Casa de Acolhida Dom Oscar Romero, na Rua General Teodorico Guimarães, número 48, no bairro Fanny. Desde o início do programa de interiorização, em abril, quase duas mil e oitocentas pessoas se mudaram do estado de Roraima para outros estados brasileiros.

Reportagem: Lenise Klenk

Foto: Ricardo Marajó/FAS

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