Acampamento de apoio à Lava Jato é desmontado em frente à Justiça Federal

(Foto: Divulgação/Acampamento Lava Jato)

O acampamento em frente à Justiça Federal, em Curitiba, em apoio à operação Lava Jato foi desmontado no fim da tarde de ontem. Na semana passada, a Secretaria Municipal de Urbanismo notificou pela quarta vez os organizadores pelo uso irregular do espaço.

A notificação ainda previa multa por comércio ilegal de produtos. O uso de uma tomada de energia pública para ligar uma televisão teria sido o motivo de uma nova denúncia feita na quarta-feira da semana passada durante um ato do movimento. A televisão transmitia a sessão de julgamento do recurso do ex-presidente Lula em Porto Alegre. Os integrantes do movimento estranharam a coincidência de a notificação ter sido entregue justamente no momento em que Lula teve a condenação confirmada no TRF-4.

Alguns membros do movimento comentaram que o objetivo do grupo já estava concluído, mas a coordenação afirmou que o movimento tem outras bandeiras mais importantes, como o combate à corrupção de modo geral. De acordo com o comunicado oficial, emitido pela coordenadora do acampamento, Paula Milani, a remoção da estrutura instalada há dois anos se deve a uma mudança de estratégia.

(Foto: Divulgação/Acampamento Lava Jato)

Além do movimento já ter alcançado seu objetivo – evitar um acampamento de um movimento de esquerda no local –, membros da ocupação teriam sido alvo de ameaças. O comunicado, porém, não cita a notificação da prefeitura de Curitiba.

Na nota, a coordenadora ainda diz que a estrutura sai da região do bairro Ahú, mas o chamado “Acampamento Lava Jato” continua com as ações nas redes sociais e, em ocasiões especiais, nas ruas. De acordo com o comunicado, o material do quiosque foi doado para a ONG Recriança e será utilizado para a construção de uma casa na árvore em prol da recreação das crianças.

O ponto de encontro de movimentos favoráveis à Operação Lava Jato ainda teve o replantio da grama por parte dos manifestantes.

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