Agente de viagens afirma ter feito reservas para Bendine a pedido de publicitário suspeito de operar repasses de propina

O agente de viagens Luiz Henrique Souza afirmou em depoimento ao juiz Sérgio Moro que emitiu passagens aéreas e fez reservas de hotéis em Nova York em nome do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine e da filha dele Amanda Bendine. Souza falou como testemunha de acusação em ação penal relacionada a 42ª fase da Lava Jato e que tem como réu o ex-executivo da estatal. Durante a audiência, o agente de viagens ainda esclareceu que o serviço foi pago pelo publicitário André Gustavo Vieira.

André Gustavo Vieira também é réu no processo e segundo a força-tarefa da Lava Jato, ele é suspeito de operar os repasses de propina a Bendine. Moro também ouviu o taxista Marcelo Marques Casimiro, que afirmou que recebeu pelo menos três encomendas em um endereço de São Paulo em nome de André Gustavo. Ele explicou que para pegar os pacotes era necessário informar uma senha, mas reforçou que não sabia o que tinha dentro dos envelopes.

Outra testemunha de acusação foi Eduardo Mortani Barbosa, subordinado ao ex-executivo da Odebrecht, Fernando Reis, que prestava serviços ao setor de operações estruturadas da empreiteira. A partir do dia 20, Moro começa a ouvir as testemunhas de defesa de Bendine e dos outros cinco réus da operação batizada de Cobra. Neste processo, Bendine é acusado de receber três parcelas de um milhão de reais cada em propina da Odebrecht para facilitar a participação da empreiteira em contratos com a Petrobras.

Os pagamentos teriam sido feitos em espécie entre os meses de junho e julho de 2015. Bendine assumiu a estatal no mesmo ano. Ele foi nomeado pela ex-presidente Dilma Roussef justamente com a missão de acabar com a corrupção na estatal. Dilma será ouvida como testemunha de defesa de Bendine no próximo dia 25, por videoconferência da sede da Justiça Federal, em Porto Alegre (RS).

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