Bumlai afirma que ideia de nova sede para o Instituto Lula partiu de Marisa Letícia

BUMLAI

Foto: Editora Abril/Reprodução

Em depoimento por videoconferência à Justiça Federal em Curitiba o pecuarista José Carlos Bumlai disse nesta terça-feira (9) que a ideia de construir uma nova sede para o Instituto Lula foi da ex-primeira dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro deste ano. Segundo Bumlai, ela pediu ajuda para viabilizar o projeto, mas não queria que o ex-presidente soubesse. O depoimento foi tomado no processo decorrente da segunda denúncia movida contra Lula pela Força Tarefa Lava Jato no Paraná. Além de Bumlai, foram ouvidos como testemunhas de acusação o empresário Mateus Cláudio Gravina Baldassari e a antiga proprietária do apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo do Campo. Na ação penal, Lula é acusado de ter recebido benefícios da Odebrecht — uma cobertura vizinha à dele e um terreno que foi comprado pela Odebrecht em Indianópolis, na capital paulista, mas nunca foi usado pelo Instituto Lula. Segundo José Carlos, Bumlai, a ideia de uma nova sede para a instituição surgiu em uma conversa com Marisa Letícia. O empresário pensou que a única maneira de viabilizar o projeto seria fazer de forma semelhante ao modelo usado para a construção do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Bumlai disse que não teria liberdade para buscar apoio de dez empresários, como previa o projeto. Mas que falou sobre a ideia do Instituto Lula com Marcelo Odebrecht, com quem também mantinha discussões sobre possível exploração de açúcar na África.

Bumlai negou que tenha sido comprador do terreno que serviria para a construção. O imóvel custou R$ 12,4 mi. Segundo relato do empreiteiro Marcelo Odebrecht em delação premiada, depois da compra do terreno, Lula teria decidido não usar o imóvel porque preferia um local mais popular e próximo a uma estação de metrô. Depois das testemunhas ouvidas nesta terça-feira (9), as audiências do processo serão retomadas apenas daqui a duas semanas. No dia 22 de maio serão ouvidos três delatores – os empresários Augusto Mendonça de Ribeiro Neto e Dalton dos Santos Avancini, e do senador cassado Delcídio do Amaral.

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