Câmara acata denúncia contra Galdino e abre comissão processante

A Câmara de Curitiba aprovou nesta segunda-feira, a abertura de uma Comissão Processante para analisar a denúncia de agressão do vereador Professor Galdino (PSDB) contra Carla Pimentel (PSC). Vinte e sete vereadores foram a favor da abertura e um se absteve: Chicarelli (PSDC).

Galdino deve responder a um processo de cassação do mandato parlamentar. A Mesa Diretora entendeu que pode ter havido uma infração ao Código de Ética. A denúncia cita o trecho onde veda ao parlamentar “a prática de assédio moral contra qualquer servidor da Câmara ou contra qualquer pessoa sobre a qual o vereador exerça ascendência hierárquica”.

Mais cedo, o assunto se tornou o principal motivo de debate. Chicarelli utilizou o tempo na tribuna da Casa para fazer duras críticas à presidência da Câmara.

A acusação de “atitude ditatorial” foi rebatida pelo presidente da Câmara, Aílton Araújo (PSC).

A cassação deve ser votada em plenário só após a Comissão Processante apresentar um parecer final sobre o caso. Com sete páginas, a manifestação prévia da Corregedoria da Casa, protocolada na última sexta-feira de manhã, admite a denúncia contra o parlamentar acusado de agressão. A corregedora Noêmia Rocha (PMDB) explicou que o procedimento pode ter até três resultados diferentes.

O caso aconteceu no dia 14 de setembro, quando Carla Pimentel relatou ter sido agredida em uma sala anexa ao plenário. Segundo ela, Galdino teria agredido e ainda ‘passado a mão’ na vereadora ao tentar reaver à força um ‘santinho’ de campanha das mãos da colega. O vereador foi encaminhado à delegacia e assinou um Termo Circunstanciado. Uma audiência está marcada para o dia 21 de outubro, no Juizado Especial. Galdino nega as acusações.

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