Casa noturna divulga nota de retratação após polêmica envolvendo advogado curitibano

Foto: Reprodução / Facebook

Os seguranças envolvidos na polêmica em relação ao advogado curitibano impedido de entrar no James Bar por estar vestido com roupas parecidas com as da equipe da casa já foram demitidos. Em nota divulgada à imprensa, o estabelecimento se retrata publicamente e pede desculpas a Juliano Trevisan e a todos que se solidarizaram com a situação. O documento afirma que os funcionários que barraram o rapaz foram desligados para que o problema jamais se repita, mas que nunca vai ser possível entender a sensação de humilhação que ele sentiu. E que foi uma atitude errada que não condiz com o que a administração do bar acredita e busca proporcionar.

Na última quinta (13), depois de sair de um evento para advogados, Juliano foi com alguns amigos ao bar, que fica na região central de Curitiba. Mas não conseguiu entrar sob o argumento de que estaria vestido como os seguranças da casa. Ele estava de preto e usava roupa social e gravata. Revoltado, o rapaz postou uma carta aberta na página dele no Facebook. Ele dá detalhes do constrangimento, como “o funcionário me olhou dos pés à cabeça e informou que pelo meu estilo, com a roupa que estava usando, eu não poderia entrar”.

Juliano também conta que ficou sem reação e que até tentou entender a razão pela qual estava sendo barrado, ao que o segurança teria dito que ele seria confundido com parte da equipe. Outro funcionário, que estava junto e tinha um rabo de cavalo, disse ainda: “e não tem como você falar do seu cabelo, pois eu também tenho cabelo comprido”. O produtor de eventos André Carlet explica que isso nunca poderia ter acontecido.

Para evitar discussão na porta do bar, Juliano acabou indo embora. O advogado só se deu conta do tamanho do problema quando já estava dentro do carro. Foi quando ele decidiu publicar a carta que viralizou nas redes sociais e virou notícia em todo o país. No desabafo, o curitibano fala de preconceito, racismo e, ao afirmar que roupa social não é uniforme exclusivo de empresas de segurança, ele questiona “o que dizer de formaturas onde os seguranças estão vestidos igual aos convidados?”. O produtor de eventos ouvido pela BandNews esclarece ainda que, no máximo, os funcionários poderiam ter orientado o rapaz.

A postagem do rapaz já foi visualizada por mais de nove mil pessoas, compartilhada quase 1.300 vezes e reúne mais de 1.100 comentários. No texto, o advogado também lembra que se olhou inúmeras vezes até entender que o problema não era a roupa, nem o estilo, nem ele próprio, deixando implícita a ideia do preconceito contra o qual ele milita há muito tempo.

Comments

  1. Denise Rodrigues says:

    quando é que esse pais que é 100%. Mixegenado vai Parar com Essas atitudes tão Pequena, onde às pessoas ao. Meu. Ver teriam que evoluir Mas pelo geito, que Pena.

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