Consultas online são uma alternativa de institutos para pesquisas de opinião

Foto: Banco de imagens

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Institutos estão investindo em consultas online como ferramenta de pesquisa de opinião. Os entrevistados são procurados a partir de um banco de dados que garante uma diversidade de perfis semelhante à de uma pesquisa tradicional presencial ou por telefone. As consultas são ponderadas por sexo, faixa etária, escolaridade e região. O diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, diz que está começando a investir em pesquisas online, que já tem institutos dedicados ao método.

A pesquisa online difere das enquetes promovidas na internet, que são espontâneas e podem resultar em distorções. Por exemplo, quando o internauta participa mais de uma vez da pesquisa ou se identifica com dados pessoais falsos. Nas consultas online, são os institutos de pesquisa que buscam os entrevistados, por perfil. Uma das pesquisas que testam o método foi realizada nesta semana pela Paraná Pesquisas para conhecer a opinião da população sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de libertar o ex-ministro José Dirceu. Cerca de dois terços dos entrevistados – 67,8% dos que responderam à pesquisa – discordam da decisão. A medida foi aprovada por 26,2% dos entrevistados. Não sabem ou não opinaram 6% dos entrevistados. Murilo Hidalgo diz que a aprovação da medida coincide com os índices de intenção de voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Paraná Pesquisas entrevistou brasileiros com 16 anos ou mais, em uma amostra de 2.522  pessoas. O questionário online foi aplicado entre os dias 03 e 04 de maio, quarta e quinta-feira desta semana. A amostra, que é representativa do território nacional, tem grau de confiança de 95% e uma margem estimada de erro de 2% para os resultados gerais.

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