Defesa pede desbloqueio de bens do ex-presidente da Queiroz Galvão, morto em 2017

A Justiça Federal abriu nesta terça-feira (30) prazo de cinco dias para que o Ministério Público Federal se manifeste sobre um pedido de liberação dos recursos bloqueados do ex-presidente da Construtora Queiroz Galvão Ildefonso Colares Filho. Réu de ações penais decorrentes da Operação Lava Jato, ele morreu no dia 16 de dezembro de 2017, aos 69 anos.

Ao comunicar o falecimento, os advogados do executivo pediram que a Justiça extingua a punibilidade de Colares Filho e também libere os recursos dele que foram bloqueados. O ex-presidente da empreiteira morreu vítima de um câncer no fígado e outras complicações. O comunicado e os pedidos constam de uma petição anexada aos dois processos aos quais Colares Filho respondia na Justiça Federal em Curitiba.

O ex-presidente da construtora foi preso duas vezes na Operação Lava Jato. A primeira delas, na 7.ª fase, em novembro de 2014. Ele foi solto alguns dias depois. A segunda prisão foi em agosto de 2016, na 33.ª fase. O executivo foi transferido para prisão domiciliar pouco tempo depois, quando foi diagnostico com câncer.

Em uma das ações penais, Ildefonso foi acusado de pagar propina de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra e ao deputado federal Eduardo da Fonte para barrar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. A outra ação penal trata da participação da Queiroz Galvão no esquema de corrupção da estatal petrolífera.

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