Empresas de aplicativos de transporte devem se reunir com governo para discutir segurança

(Foto: Narley Resende/BandNews Curitiba)

O secretário de Segurança Pública, Júlio Reis, afirma que representantes de empresas de aplicativos foram convocados para uma reunião no Departamento de Inteligência do Estado, o Diep. A data não foi divulgada. O governo tenta atender demandas de profissionais, que cobram mais segurança para o trabalho.

Desde 2016, quando o primeiro aplicativo começou a operar em Curitiba, dezoito profissionais morreram assassinados – a maioria deles durante o trabalho. Somente neste ano, de acordo com os motoristas, dez profissionais morreram no Paraná. Seis casos ocorreram em Curitiba.

O caso mais recente é do motorista Valmir Nichel, de 59 anos, que desapareceu no sábado e foi encontrado morto no fim da tarde de domingo (13). O corpo estava em um barranco, na margem de um rio, no limite entre Curitiba e São José dos Pinhais. O secretário Julio Reis afirma que a Polícia Civil solucionou seis dos últimos dez casos.

Irmão de um motorista que foi assassinado no dia 19 de janeiro, o organizador de um protesto que envolveu dezenas de carros hoje (14) de manhã, em frente ao Palácio Iguaçu, Arnaldo Milki afirma que amanhã (15) motoristas vão cobrar na Assembleia Legislativa que uma comissão seja criada. A ideia, segundo ele, é que as empresas sejam convocadas a participar de estratégias mistas de segurança.

Na madrugada de domingo (13), o carro do motorista morto mais recentemente foi encontrado incendiado no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, mas o profissional ainda era dado como desaparecido. Vários motoristas de aplicativos começaram a realizar buscas pela Estrada do Ganchinho.

No fim da tarde, o corpo foi encontrado próximo da ponte que divide os municípios, a cerca de 200 metros de distância da margem da rua. Com a sensação de omissão das empresas, os motoristas criaram grupos que utilizam aplicativos com mecanismos de segurança.

Um deles dispõem de botão de pânico. O problema é que muitas vezes os grupos acabam agindo como milícias, já que perseguem e abordam suspeitos. Em um dos casos, hoje (14) de manhã, cerca de 30 motoristas abordaram uma profissional que suspeitou dos passageiros.

A polícia ainda não divulgou se foi possível identificar a causa da morte de Valmir Nichel, já que o corpo foi encontrado ainda dentro d’água, no Rio Iguaçu. O corpo tinha lesões graves na testa e no pescoço. A autoria e motivação do assassinado ainda são desconhecidas.

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