Ex-diretor da Petroquisa é alvo de nova fase da Lava Jato

O ex-diretor da Petroquisa, Djalma Rodrigues de Souza, e o filho dele, Douglas Campos Pedrosa de Souza, são os principais alvos da nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira (21) batizada de Greenwich. Djalma foi preso preventivamente no Rio de Janeiro e o filho dele – alvo de mandado de prisão temporária – ainda não foi localizado.

Além das ordens de prisões, a Polícia Federal também cumpriu 9 de busca e apreensão nas cidades de Recife e Timbaúba, ambas em Pernambuco, e no Rio de Janeiro. As medidas estão relacionadas com a investigação de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que envolvem o ex-executivo e os familiares dele. Djalma já foi denunciado em outra etapa da operação. Segundo as apurações, ele teria recebido quase R$ 18 milhões do Grupo Odebrecht de modo dissimulado para favorecer a contratação da empreiteira.

Para isso, o ex-executivo teria utilizado uma conta bancária na Suíça em nome de empresa offshore e controlada pelo filho dele. O nome da nova fase faz referência a essa conta bancária mantidas no exterior e destinada ao recebimento de valores indevidos. Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A investigação encontrou indícios de que Djalma Rodrigues interferiu, enquanto gerente da Petrobras, a favor de empresas administradas por familiares, com o objetivo de que fossem beneficiadas em contratos públicos.

A Petroquisa já foi alvo de investigação da Lava Jato, na 46ª fase, deflagrada em outubro do ano passado. Segundo as investigações, em 2010, contratos para realização de obras do Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco, foram direcionados à Odebrecht. Quatro ex-gerentes da Petrobras que foram denunciados – incluindo Djalma Rodrigues de Souza – teriam recebido, juntos, propina no valor de 32 milhões de reais. Os repasses ocorreram até 2014, quatro anos depois que os contratos foram assinados.

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