Ex-presidente da Petrobras, Bendine é condenado a 11 anos de prisão

O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, foi condenado nesta quarta-feira (07) a onze anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na sentença, o juiz Sérgio Moro determinou que o início do cumprimento da pena seja em regime fechado e a progressão fica condicionada à devolução do produto do crime.

Bendine é acusado de receber, em espécie, R$ 3 milhões em propina da Odebrecht para facilitar a participação da empreiteira em contratos com a Petrobras. O ex-presidente da estatal está preso desde 27 de julho do ano passado, quando foi deflagrada a 42ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Cobra. Atualmente, Bendine cumpre pena no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O advogado de defesa do ex-presidente da Petrobras, Alberto Toron, disse que a pena aplicada foi extremamente elevada, no entanto, comemorou a absolvição de Bendine na acusação de participação em organização criminosa e obstrução às investigações.

O criminalista ainda afirmou que vai recorrer da decisão na tentativa de absolver ou pelo menos diminuir a pena de Aldemir Bendine pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na apelação, entre os argumentos que devem ser levados ao Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, é o de que o juiz Sérgio Moro não tem competência para julgar a ação penal que acusa o ex-presidente da Petrobras.

Bendine foi nomeado para o comando da Petrobras em 2015 com a missão de acabar com a corrupção na petroleira. No entanto, segundo os delatores da Lava Jato, Bendine já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou com a ação na Petrobras.

Na sentença, Moro destaca que Bendine havia sido designado como presidente da estatal em meio aos escândalos revelados pela Lava Jato e “o último comportamento que dele se esperava era de corromper-se, colocando em risco mais uma vez a reputação da empresa”.

Moro ainda condenou pelos mesmos crimes de Aldemir Bendine, o operador financeiro André Gustavo Vieira e o absolveu do crime de participação em organização criminosa. O empresário Marcelo Odebrecht, o ex-executivo da empreireira Fernando Reis e o doleiro Alvaro Novis também foram sentenciados. No entanto, como são delatores da Lava Jato o juiz adotou as penas previstas na colaboração.

 

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