FAS estuda melhoria no repasse de recursos para entidades que abrigam crianças

Entidades que abrigam crianças e adolescentes em Curitiba podem fechar as portas por falta de apoio do Poder Público. Os valores repassados pela Fundação de Ação Social estariam abaixo dos necessários para sobrevivência das organizações não governamentais, o que – segundo um dos participantes da RIA (Rede de Instituições de Acolhimento de Curitiba e Região Metropolitana), Renan Gustavo Costa Ferreira -estaria levando muitas entidades a repensar o programa ou fechar as portas.

A Missão SOS Vida, que existe há 12 anos, é uma das instituições que podem fechar as portas a partir do dia 20 de abril. O psicólogo Fernando Schreiber, da Missão SOS Vida, explicou que as doações e o valor repassado mensalmente davam conta até as exigências do mês retrasado para contratação de mais funcionários e remodelação da unidade. Hoje o déficit mensal para o funcionamento da instituição é de 16 mil reais.

Renan Ferreira, que também é coordenador do Lar Ermínia Schleder, disse que o Poder Público precisa se envolver mais no abrigamento de crianças. Para não ter que se envolver depois na recuperação de jovens e adultos.

A diretora da Proteção Social e Especial da FAS (Fundação de Ação Social), Márcia Steiel, conta que hoje mil e 200 crianças fazem parte dos abrigos conveniados e próprios da Prefeitura. Apesar das dificuldades levantadas pelas entidades, a FAS as considera todas como parceiras e estuda a possibilidade de melhoria do repasse de recursos.

Levantamento da RIA – a rede de instituições – demonstrou que o repasse da Fundação de Ação Social em Curitiba é de 600 reais, muito menos do que em outros municípios brasileiros. Em São Paulo, o repasse mensal é de 2 mil reais por criança. Em Porto Alegre, mil e 300 reais. E na Região Metropolitana de Curitiba, mil reais.

 

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