Fura-catracas deixam prejuízo de R$ 6 milhões por ano para o transporte público

(Foto: Narley Resende/BandNews Curitiba)

Subiu para quase quatro mil o número de pessoas que furam catracas por dia em estações-tubo do transporte público de Curitiba. No ano passado, segundo balanço das empresas, eram três mil novecentas e sete pessoas por dia. O aumento é de 2%, em relação a agosto do ano passado. No total, o número semanal subiu de 27 mil e trezentas para 28 mil. O prejuízo chega a 6 milhões por ano, o equivalente a cinco ônibus biarticulados novos. A apuração do número de fura-catracas foi feita por meio de uma pesquisa, que durou uma semana, em março. Mil e cem funcionários das empresas colaboraram com o levantamento dos dados.

Apesar do aumento geral, o número de estudantes que pula a catraca vem caindo. Nos sete dias pesquisados em março, 4.423 estudantes embarcaram sem pagar a tarifa, baixa de 24% na comparação com agosto de 2017 (5.828). Se for comparado março de 2018 com agosto de 2016 (7.080), a queda é ainda mais expressiva: 37%. O diretor executivo das empresas de ônibus Luiz Alberto Lenz César atribui à queda a uma campanha feita nas escolas e também ao trabalho da Guarda Municipal.

De acordo com a pesquisa, das 294 estações-tubo de Curitiba, as três mais invadidas são Passeio Público, com 363 fura catracas por dia; Rio Barigui, com 177; e Osternack, com 133. Nessas três, o aumento foi de 114%. As empresas apontam para o aumento da pontualidade do problema e devem pedir reforço nas blitze realidas nesses pontos.

A crise econômica é apontada pelas empresas como responsável pelo aumento no número de usuários comuns que passaram a entrar sem pagar.

Em maio de 2016, uma lei foi criada em Curitiba prevendo multa de 50 passagens para quem entrasse sem pagar. A lei ainda não foi regulamentada.

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