João Santana e Monica Moura começam a cumprir prisão domiciliar

O casal de marqueteiros Monica Moura e João Santana começa a cumprir pena em prisão domiciliar. Os dois deixaram o prédio da Justiça Federal em Curitiba na tarde desta sexta-feira (6), depois de colocarem tornozeleiras eletrônicas, com as quais passam a ser monitorados.

Condenados por lavagem de dinheiro, Monica Moura e João Santana tiveram a pena em regime fechado atenuada por terem feito acordo de delação premiada com a Força Tarefa Lava Jato. A colaboração foi homologada em abril, pelo Supremo Tribunal Federal. A prisão em unidade penitenciária foi substituída por domiciliar com monitoramento, regime que será cumprido em Salvador, na Bahia, por um ano e meio.

Depois disso, eles migram para mais um ano e meio em regime semiaberto diferenciado, com recolhimento domiciliar noturno, nos finais de semana e feriados, também monitorados por tornozeleira eletrônica e com a obrigação de prestar serviços à comunidade por vinte e duas horas mensais.

O regime seguinte é o aberto, ainda com as mesmas obrigações, mas sem monitoramento. Os marqueteiros foram condenados duas vezes, pelo crime de lavagem de dinheiro, em processos decorrentes da Operação Lava Jato em Curitiba. Eles estavam em liberdade provisória desde agosto deste ano.

Alvo da 23.ª fase da Lava Jato, a Operação Acarajé, de fevereiro de 2016, o casal foi acusado de receber milhões de dólares em conta secreta no exterior e milhões de reais em espécie no Brasil, de empreiteiras envolvidas no esquema de propinas da Petrobras. A denúncia indicou que os recursos foram usados para remunerar o trabalho dos marqueteiros em campanhas eleitorais do PT.

Em um dos processos, a pena foi de 7 anos e 6 meses de reclusão. Na outra ação penal, Monica Moura e João Santana foram condenados a 8 anos e 4 meses de reclusão.

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