Justiça ouve nesta segunda-feira dez testemunhas em processo contra Lula

Até o final da tarde, dez pessoas devem ser ouvidas no segundo processo a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responde na Justiça Federal em Curitiba. Sete delas são testemunhas convocadas pela defesa de Lula. Todas prestam depoimento por videoconferência.

Na ação penal, o Ministério Público Federal acusa o ex-presidente de ter sido beneficiado pela Odebrecht, em troca de contratos que a empreiteira firmou com a Petrobrás. A empresa teria comprado um terreno para a construção da sede do Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo, em São Paulo, vizinho ao da família do ex-presidente.

A defesa d

(Foto: Divulgação/Instituto Lula)

O juiz Sérgio Moro deve ouvir na tarde desta segunda-feira (19), mais seis testemunhas no segundo processo a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responde na Justiça Federal em Curitiba. Todas serão ouvidas por videoconferência.

Na ação penal, o Ministério Público Federal acusa o ex-presidente de ter sido beneficiado pela Odebrecht. Em troca de contratos firmados com a Petrobrás, a empreiteira teria comprado um terreno para a construção da sede do Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo, São Paulo. Durante a semana, o juiz Sérgio Moro deve ouvir mais de 30 testemunhas no mesmo processo.

Alguns dos convocados são políticos, como o Deputado Federal Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo; o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; o senador Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro; o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e a senadora Marta Suplicy, do PMDB de São Paulo. Até 12 de julho, no total, cerca de 100 pessoas serão ouvidas. Além do ex-presidente Lula, o processo tem mais sete réus.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o terreno que seria destinado à construção da sede do instituto teria custado R$ 12,4 milhões (doze milhões e quatrocentos mil reais). O apartamento, vizinho ao local onde o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo, teria custado cerca de R$ 500 mil.

A defesa do ex-presidente afirma que ele nunca solicitou nenhuma vantagem indevida à Odebrecht, que o terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à disposição da instituição. De acordo com os advogados, o imóvel pertence a uma empresa particular, tem dono e uso conhecido. Em relação ao apartamento, Lula afirma que sempre pagou aluguel para usar o imóvel.

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