Manifestações de caminhoneiros no Paraná entram no quinto dia consecutivo

O Paraná começou a sofrer os efeitos do protesto dos caminhoneiros, que entrou nesta terça-feira (24) no quinto dia consecutivo e não tem previsão para terminar. No Porto de Paranaguá, no litoral, dos 900 caminhões que deveriam estar no pátio nesta terça-feira (24), apenas 45 chegaram. Outros 1600 que estão previstos para descarregarem no porto nos próximos dias ainda  nem pegaram a carga no ponto de partida. No interior do estado postos de combustíveis apresentam a falta dos produtos. Avicultores também podem perder parte da produção pela falta de espaço e suprimentos. Em uma cidade do sudoeste do estado as aulas foram canceladas nas escolas municipais. Segundo o Diretor regional (Foz do Iguaçu) do Sindicombustíveis do Paraná, Valter Venson, a situação ainda não é considerada uma crise, mas afirma que se o movimento continuar não é possível prever o que vai acontecer nos próximos dias.

Em cidades como Pato Branco e em Dois Vizinhos, ambas no sudoeste, postos de combustíveis chegaram a vender o litro da gasolina por cerca de cinco reais. O Sindicombustiveis  informou que não tem conhecimento dessa prática, mas que é contra o aumento no preço devido à escassez do produto, e afirmou que esses casos devem ser denunciados. Segundo o sindicato, uma carta foi entregue ao governador Beto Richa, na expectativa de que ele possa tomar alguma providência em relação à liberação dos caminhões tanque.

A assessoria do governo do Paraná informou que as reivindicações são referentes a pautas do governo federal e que ainda não tem conhecimento do conteúdo desse documento do Sindicombustiveis. No setor de avicultura a preocupação é pela possível perda de animais vivos e também após o abate. De acordo com o  Presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, começou a faltar espaço para armazenamento e as empresas vão ter que suspender a produção.

 A ração para os animais também já é escassa e eles podem começar a morrer nos próximos dias.

Duas fábricas da BRF, que detém as marcas Sadia e Perdigão, interromperam a produção de aves por não conseguir transportar os produtos nas cidades de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, no sudoeste do estado. Em nota, a empresa justificou a interrupção dos serviços por causa dos protestos nas rodovias, principalmente na região das duas fábricas, que dependem diretamente do transporte para fechar todo o ciclo de produção e comercialização dos produtos. Os efeitos também são sentidos na educação. Em Santo Antônio do Sudoeste as aulas foram suspensas nas escolas municipais. Nas creches os alunos são atendidos, mas sem transporte escolar. Em nota, a prefeitura afirmou que a atitude é devido à paralização dos caminhoneiros, que gerou a falta de combustível. Os serviços de limpeza urbana e rodoviários também estão parados, até que a distribuição de combustíveis seja reestabelecida no município. De acordo com a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), as empresas são a favor da pauta de reivindicações, no entanto, contestam a forma como os protestos são feitos.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*