Marcha das Vadias reúne mil pessoas em Curitiba

Cerca de mil manifestantes participaram hoje da 2ª edição da Marcha das Vadias em Curitiba. Com rostos e corpos pintados, as mulheres pediam principalmente a descriminalização do aborto; a liberdade da mulher; menos machismo na sociedade e penas mais severas para os homens que cometem crimes sexuais ou contra a mulher. O Paraná é o 3º estado que mais registra crimes de homicídios contra mulheres e o 2º mais homofóbico. Só no ano passado aqui no Paraná, mais de 17 mil mulheres foram agredidas e outras 4 mil foram abusadas sexualmente. Ludmila Nascarella, que é uma das organizadoras, fala que uma das motivações da Marcha é a CPMI da violência contra a mulher, que revelou todos esses dados.

O movimento teve também a participação de Sara Winter, paulista que integ

ra o grupo Femen, um movimento feminista internacional. Ela que já foi até mesmo presa duas vezes por protestar seminua na Ucrânia, diz que o objetivo agora é lutar pela segurança da mulher.

Com um cartaz escrito “Sou Mãe, Sou Avó, Sou Vadia”, Ieda Gabardo participou pela primeira vez do movimento bastante animado. Ela diz ser importante essa luta por igualdade.

Muitos homens também estiveram presentes para apoiar o protesto. O professor Marcos defende a abordagem da orientação sexual ainda na infância e também uma melhor política pública.

A “Marcha das Vadias” surgiu no Canadá, após uma onda de estupros na Universidade de Toronto em 2011. Na ocasião, um policial que se manifestou sobre o caso disse que as mulheres poderiam evitar o estupro se não usassem roupas tão provocantes. 

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