Moro ouve hoje (26) testemunhas de acusação da 38ª fase da Operação Lava Jato

O juiz Federal Sérgio Moro ouve nesta sexta-feira (26) novas testemunhas de acusação na ação penal relacionada a 38ª fase da Operação Lava Jato. Participam das audiências, o lobista Fernando Baiano e o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

Os dois fecharam acordos de colaboração com força-tarefa da Lava Jato. A 38ª fase, chamada de Operação Blackout, foi deflagrada em fevereiro deste ano e tem como principais alvos Jorge e Bruno Luz que teriam atuado como operadores do PMDB no esquema de desvio de recursos envolvendo a Petrobras.

Os dois permanecem presos no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região M
etropolitana de Curitiba. Segundo o Ministério Público Federal, os lobistas movimentaram mais de 40 milhões de dólares em propinas a peemedebistas e agentes públicos em cinco contratos da estatal no Brasil e no exterior. Entre os beneficiários dos valores estava o deputado cassado Eduardo Cunha. A denúncia apura irregularidades em contratos da Petrobras para contratação de navios-sonda entre 2006 e 2007.

Por esses acordos fraudulentos, o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, e os lobistas Fernando Baiano e Júlio Camargo já haviam sido condenados, também pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Seis milhões de dólares de um dos contratos foram destinados a agentes políticos. De acordo com a denúncia, Jorge e Bruno Luz seriam os responsáveis por intermediar esses valores.

A denúncia ainda trata do contrato fechado entre a Petrobras e o Grupo Schahin para operação de outro navio-sonda, em 2009. O negócio quitou um empréstimo fraudulento de doze milhões de reais do banco Schahin para o pecuarista José Carlos Bumlai feito em 2004 – que tinha como destino o Partido dos Trabalhadores. Esse esquema já havia resultado na condenação de Cerveró, Fernando Baiano, do ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa e de executivos do Grupo Schahin.

Outros sete investigados também viraram réus no processo: os executivos Milton e Fernando Schahin; os doleiros Jorge e Raul Davies; os ex-gerentes da Área Internacional da Petrobras, Demarco Epifânio e Luis Carlos Moreira, além do ex-funcionário da estatal, Agosthilde Mônaco.

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