MPF denuncia delegado da Polícia Federal por vazar de informações sigilosas da Operação Carne Fraca

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O Ministério Público Federal apresentou uma denúncia contra o delegado da Polícia Federal, Mário Renato Castanheira Fanton, pelo vazamento de informações sigilosas da Operação Carne Fraca. De acordo com a denúncia, protocolada no sistema da Justiça Federal do Paraná, o delegado é acusado de ter contado ao ex-deputado André Vargas dados sobre servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que estavam sendo investigados. A conversa entre o delegado e Vargas teria acontecido dentro da viatura que transportou o ex-parlamentar de Londrina a Curitiba, no momento da prisão na décima primeira fase da Operação Lava Jato, em abril de 2015.

Segundo a denúncia do MPF, o delegado, que era responsável pelas apurações da Operação Carne Fraca, teria até mesmo citado nomes que seriam presos somente em março de 2017, como o do fiscal agropecuário, Juarez José de Santana. Os procuradores ressaltam que o delegado sabia da proximidade de Vargas com Juarez. Em um trecho da denúncia, os procuradores afirmam que, apesar do vazamento, as investigações da Carne Fraca não devem ter sido afetadas. A assessoria da Polícia Federal do Paraná ainda não se pronunciou a respeito. Em um despacho anexo a denúncia, o juiz federal substituto Alessandro Bertollo de Alexandre determina que a defesa do delegado tem cinco dias para responder se aceita ou não a possibilidade de um acordo com o MPF. O acusado se declara culpado e, em troca, cumpre penas alternativas, em troca da extinção do processo. O recurso é viabilizado pela legislação brasileira, já que o acusado não tem antecedentes criminais e a infração penal cometida pelo delegado tem menor potencial ofensivo.

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