MPF denuncia investigados na 51ª fase da Lava Jato

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta sexta-feira (8) nove investigados da 51ª (quinquagésima primeira) fase da operação Lava Jato. Esta etapa investiga propina de 200 milhões de reais pagas entre os anos de 2010 e 2012. Os procuradores afirmam que há provas de repasses de aproximadamente US$ 25 milhões a ex-funcionários da Petrobras e de cerca de US$ 31 milhões para agentes que se apresentavam como intermediários de políticos vinculados ao MDB e ao PT.

As vantagens indevidas estão relacionadas a um contrato fraudulento de mais de US$ 825 milhões firmado em 2010 pela Petrobras com a construtora Odebrecht. Essa fase da operação, chamada de Deja Vu, mira executivos da Petrobras que já foram condenados no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por fraude em licitação. O TJ encaminhou o processo para a Procuradoria-Geral da República, que remeteu parte da ação à Força-Tarefa Lava Jato.

A Lava Jato, por sua vez, por ter acesso ao sistema de contabilidade paralela da Odebrecht e ter firmado acordo com o Ministério Público da Suíça, pôde identificar o esquema de lavagem de dinheiro, envolvendo operadores. Entre os denunciados estão os ex-funcionários da estatal, Aluísio Teles Ferreira Filho, Rodrigo Zambrotti Pinaud e Ulisses Sobral Calile; o operador financeiro Mário Ildeu de Miranda; além de Ângelo Tadeu Lauria, apontado como agente que intermediava repasse de recursos ilícitos a políticos vinculados ao PMDB; e quatro executivos da empreiteira.

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