MPF protocolou na noite de ontem (22) alegações finais do processo envolvendo Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo

O Ministério Público Federal protocolou na noite desta segunda-feira (22) as alegações finais no processo que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e a mulher dele, Adriana Ancelmo, além de outros três réus.

O MPF reforça o pedido de condenação ressaltando que os réus se aproveitaram da posição do ex-governador para obter diversas vantagens indevidas. Para os procuradores esse seria um motivo para aumentar a pena para os crimes de corrupção. A defesa ainda deve apresentar as alegações finais até que então a Justiça defina a sentença dos acusados.

No despacho, os procuradores do MPF destacam a culpabilidade de Adriana Ancelmo, já que ela usufruiu reiteradamente de valores recebidos de forma desonesta pelo cônjuge, Sérgio Cabral, por conta de crimes contra a administração pública.

No documento, o MPF aponta ainda que os outros réus do processo –  Carlos Miranda, pessoa de confiança de Cabral; o ex-secretário de governo do Rio, Wilson Carlos e a esposa dele, Mônica Carvalho – também receberam valores ilícitos decorrentes de acertos de propina do ex-governador. Nessa ação penal, Sérgio Cabral é acusado de chefiar um esquema que movimentou mais de duzentos milhões de reais em propinas.

A investigação é resultado do aprofundamento de etapas anteriores da Lava Jato e de outras operações. Várias obras teriam acontecido dentro do esquema de corrupção – entre elas a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano –, todas financiadas ou custeadas com recursos federais.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*