Saiba quais são os principais erros cometidos pelos contribuintes que caem na malha fina

Apenas 376 mil e 600 paranaenses prestaram contas ao Leão até o momento, segundo balanço divulgado pela Receita Federal. No Estado são esperadas 1 milhão 850 mil declarações. O prazo vai até o dia 30 de abril. É obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 ao longo de todo o ano passado.

O contribuinte que ainda não preencheu o documento deve ter muita atenção na hora de fazer isso. A maior parte daqueles que caem na malha fina cometem o erro de omitir rendimentos. De acordo com balanços feitos nos últimos dois anos pela Receita Federal, em 2016 esse tipo de erro foi cometido por 53% dos contribuintes e, no ano seguinte, por 68%.

A diretora do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, o SESCAP-PR, Elizete Bazzo, explica que a Receita cruza uma série de dados como as faturas de cartão de crédito que indicam o consumo do contribuinte. Por isso, é necessário que qualquer tipo de rendimento seja declarado, se estiver acima do limite estabelecido neste ano.

Em segundo lugar no ranking dos erros mais comuns cometidos pelos contribuintes que caem na malha fina estão informações declaradas divergentes da fonte pagadora e a dedução indevida de previdência social e privada ou de pensão alimentícia. Nestes casos, a diretora do SESCAP-PR alerta que somente as pensões determinadas pela Justiça podem ser deduzidas no Imposto de Renda.

A diretora do SESCAP-PR afirma ainda que os valores destinados à previdência devem ser de acordo com os rendimentos do contribuinte, mesmo no caso dos profissionais autônomos. Caso contrário, o contribuinte corre o risco de cair na malha fina. Outra situação recorrente é a declaração de valores de despesas médicas sem a devida comprovação.

 Na declaração do Imposto de Renda deste ano é necessário incluir o número do CPF de dependentes a partir de 8 anos de idade. O documento pode ser feito na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil ou em agências dos Correios. As restituições começarão a ser pagas em junho, e seguem até dezembro, para os contribuintes que não caírem em malha fina.

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