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18% dos trabalhadores informais sobrevivem de “bicos”

Mesmo com os melhores indicadores do Brasil, o Sul tem 4,2 milhões na informalidade

 18% dos trabalhadores informais sobrevivem de “bicos”

Foto: Pixabay

Um estudo sobre o retrato da informalidade no Brasil aponta que mais de 18% dos trabalhadores da região Sul podem ser classificados como “informais de subsistência”. Ou seja, são pessoas em situação de vulnerabilidade, instabilidade, sem vínculo empregatício e com baixa remuneração. Considerando o contexto social atual, são os indivíduos que precisam se agarrar às oportunidades que aparecem ao seu redor, assumindo trabalhos popularmente chamados de “bicos” ou “corres”. O estudo foi realizado pelo Instituto Veredas, e divulgado pela Fundação Arymax e B3 Social.

O levantamento, com base nos dados da PNAD Contínua do IBGE (1º trimestre de 2021), propõe um olhar mais aprofundado para as questões relacionadas ao trabalhador informal. Eles são divididos em quatro grupos: informais de subsistência, com potencial produtivo, por opção e formais frágeis. No Sul do Brasil, apenas 2,4% dos informais estão nesta condição porque querem. E praticamente metade (47,3%) sobrevive exclusivamente de “bicos”, sem nenhum tipo de estabilidade ou garantia.  Nesta divisão, os informais de subsistência são os que destinam os recursos quase integralmente à própria sobrevivência ou a do núcleo familiar, utilizando o dinheiro para gastos com alimentação e moradia.

Em todo o Brasil, segundo o Instituto Veredas, mais de 19,6 milhões de pessoas são informais de subsistência, o que corresponde a 60% de todos os trabalhadores sem emprego formal. Os dados também apontam que alguns grupos sociais são mais vulneráveis do que outros. Por exemplo, a população negra, que responde por 64,5% dos trabalhadores informais.

No setor agrícola, das mais de 15 milhões de pessoas ocupadas neste ramo, mais de 40% trabalhavam informalmente, como auxiliares familiares. Sem relações contratuais, também são trabalhadores expostos a instabilidade e baixa remuneração. O mesmo acontece com informais sem vínculo familiar, que ficam em uma situação ainda mais vulnerável sem o registro legal.

O estudo completo pode ser acessado por meio do site: https://retratodotrabalhoinformal.com.br/.

Reportagem: Angelo Sfair.

felipe.costa

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