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5 filmes de aventura que valem a pena assistir

Os filmes estão disponíveis na Star+, Telecine, Hbo Max e nos cinemas

 5 filmes de aventura que valem a pena assistir

Foto: Divulgação A24

Muito abrangentes e divertidos, os filmes de aventura conseguem prender o espectador com suas tramas maravilhosas e cheias de adrenalina. Muitas vezes esses filmes trazem histórias fantásticas de lugares distantes e mágicos garantindo uma imersão completa do público, permitindo que este experiencie os mesmos acontecimentos que os personagens do longa.
O gênero ganhou muita força com a vinda dos blockbusters na década de 80 e com os diversos longas de Steven Spielberg lançados na época, como a saga Indiana Jones. Esses filmes muitas vezes também vem de adaptações literárias como Harry Potter e a trilogia Senhor dos Anéis. A versão cinematográfica da obra de Tolkien inclusive foi o grande vencedor do Oscar de 2004 levando para casa 11 estatuetas – batendo um recorde – incluindo de melhor filme.
Confira 5 filmes de aventura disponíveis em streamings:

Jurassic Park: Disponível no Telecine

Foto: Divulgação Telecine


O longa conta a história do mágico Jurassic Park, um parque temático localizado na ilha Nublar, próximo a Costa Rica, habitado por dinossauros que foram clonados a partir de DNA extraído de insetos preservados. Para testar o parque, os paleontólogos Ellie Sattler (Laura Dern), Alan Grant (Sam Neill) e o matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum) são convidados para visitar o parque. Mas a mágica visita acaba se tornando um verdadeiro pesadelo quando a energia do local cai e os dinossauros são soltos.

Um dos grandes diferenciais do filme que fez Jurassic Park ser um dos marcos do cinema é a direção impecável e extremamente cuidadosa comandada por Steven Spielberg. O filme foi completamente revolucionário para a época graças a forma como Spielberg trouxe os dinossauros à vida utilizando de computação gráfica com efeitos práticos. No longa foram utilizados muitos animatronics o que garantiu ainda mais realismo a obra e, ainda, efeitos especiais produzidos pela Industrial Light and Magic (a mesma empresa responsável por Star Wars), o que fez com que o filme tivesse uma qualidade enorme se mantendo atual até os dias de hoje.

O roteiro do filme trabalha muito com a imprevisibilidade, o que não só deixa o filme recheado de tensão, mas ainda traz diversas surpresas para o público ao longo da trama. A narrativa trabalha quase com um efeito borboleta em que pequenas coincidências ocasionam grandes tragédias. O longa ainda traz reflexões muito interessantes sobre os avanços tecnológicos e científicos e até mesmo as questões éticas de todo o processo de clonar os dinossauros. Além disso, o roteiro consegue atingir vários públicos por simplificar o linguajar científico.

O longa ainda consegue brincar com outros gêneros como ação e thriller trazendo momentos de suspense. A própria forma como o diretor decide filmar os dinossauros já consegue segurar essa atmosfera de terror, um exemplo é a forma como o T-Rex é constantemente filmado de baixo para cima ou através de recortes do dinossauro como sua mandíbula gigante e seu olhar ameaçador. A própria maneira como a criatura é apresentada também bebe da mesma fonte de aumentar o suspense em cena trazendo barulhos amedrontadores e fazendo o chão tremer.

O diretor ainda toma cuidado em introduzir as espécies de forma diferente. Ao contrário do T-Rex, os Braquiossauros são apresentados como criaturas dóceis, assim os enquadramentos usados para mostrar as criaturas geralmente são os mesmos usados nos personagens. Já os Velociraptors são mostrados como criaturas muito perspicazes, assim o diretor constantemente usa enquadramentos que mostram a cabeça da criatura, como se estivessem pensando.

Um fato interessante sobre o filme é que o roteiro trabalha muito com uma violência não vista, isso foi feito para que o filme não tivesse uma classificação alta, podendo ser visto por mais públicos. Assim, toda brutalidade, violência e mortes que ocorrem são expostas em diálogos.

Os personagens do longa são extremamente divertidos e conquistam o público facilmente, além de todos terem uma função e um espaço específicos na trama. Em primeiro ponto temos Alan Grant, que inicia o filme como um homem que detesta crianças até que conhece os netos do criador do parque John Hammond e acaba se tornando quase que uma figura paterna para as crianças as protegendo. Laura Dern traz Ellie Sattler uma jovem cientista que consegue facilmente conquistar a empatia do espectador por seu interesse e inteligência. E claro Jeff Goldblum que traz um dos melhores personagens da trama, muito pessimista que constantemente bate de frente com o criador do parque John Hammond – o que pode até ser visto pelo figurino dos dois já que Malcolm usa roupas pretas e Hammond brancas. O personagem ainda traz humor ao longa com muitas falas sarcásticas .

E óbvio o filme ainda conta com uma trilha sonora emocionante, marcante e memorável composta pelo fiel parceiro de Spielberg: John Williams. A trilha complementa e harmoniza perfeitamente a trama rendendo a ela o ar de aventura e perigo iminente e ainda conseguindo trazer uma sensação de maravilhamento, a mesma que os personagens sentem ao se encontrar com os dinossauros pela primeira vez. E falando em som, a sonorização do longa também impressiona, se utilizando de diversos sons de animais para compor os barulhos dos dinossauros, dando a cada um deles um som diferente.

Sendo um dos mais marcantes filmes já feitos, Jurassic Park não é apenas um clássico mas uma aula de produção cinematográfica, conseguindo trazer uma certa mágica para o público e inspirando diversos outros filmes ainda se mantendo atual nos dias de hoje.

Grande Hotel Budapeste: Disponível na Star+

Foto: Divulgação Star+


O filme começa com um velho escritor (Tom Wilkinson) que decide contar a história do tempo que passou no Grande Hotel Budapeste quando conheceu o dono do local (F. Murray Abraham), que contou a história de como se tornou dono do lugar. Essa história tem seu começo na década de 30 quando Monsieur Gustave (Ralph Fiennes), o gerente do famoso hotel Budapeste, se torna amigo do novo empregado, o Zero (Tony Revolori). No decorrer do filme os dois acabam se envolvendo com o roubo de uma famosa pintura de valor inestimável e na batalha por uma fortuna de família.

Apesar de ser classificado como aventura, o filme conversa com vários gêneros do cinema como ação, comédia e até um pouco de fantasia. O longa ainda consegue criar ótimas cenas de perseguição ao estilo gato e rato. E, ainda, o filme alterna bastante entre passado e presente, acompanhando também as grandes mudanças na Europa durante os anos 30, 60 e 80.

O filme tem todas as características dos outros filmes de Wes Anderson como a paleta de cores extremamente colorida e viva, ângulos bem abertos e personagens com características físicas caricatas, a fotografia brilhante que cada take se torna quase que uma pintura e uma enorme simetria.

Um dos atrativos do filme é seu elenco composto por grandes nomes: Adrien Brody, Willem Dafoe, Jude Law, Saoirse Ronan, Jeff Goldblum, Tilda Swinton, Owen Wilson, Tom Wilkinson, Edward Norton e Bill Murray (parceiro de longa data de Wes Anderson, sendo a sétima produção juntos), todos eles interpretando personagens bem peculiares e únicos característicos dos filmes de Anderson.

E claro, todos os atores entregam uma performance impecável mas é Ralph Fiennes quem mais se destaca. O ator traz uma divertida e carismática performance cheia de personalidade de um personagem único e complexo. Monsieur Gustave não é apenas um funcionário do hotel, mas é de certa forma parte do hotel, vivendo completamente a experiência do hotel.

Mas o que diferencia esse filme dos outros é que o hotel passa a ser um dos personagens – a decisão de Anderson talvez tenha sido inspirada pelo filme O Grande Hotel, que levou uma estatueta de melhor filme no Oscar de 1932. O hotel budapeste é muito detalhado e cheio de segredos, sendo muito fascinante, o que pode ser visto pela própria fotografia. A fotografia, ainda, faz questão de mostrar as mudanças do hotel ao longo dos anos, nos anos 80 (presente) as cores do local são mais neutras, já na década de 60 cores terrosas tomam a tela mostrando a decadência do estabelecimento e na década de 30 o hotel se mostra completamente vivo com cores fortes e vivas como vermelho, roxo e rosa, se mostrando em seu auge. Essas mudanças podem ser atreladas inclusive ao período passado pela Europa onde as obras artísticas e o estilo de vida excêntrico deram espaço a um estilo de vida mais prático e simples.

O longa também abraça o cinismo, com até mortes executadas de maneira cômica, e é capaz de transitar por tons de melancolia e doçura sem parecer desconexo. E completando todo longa tem a trilha sonora super harmônica assinada pelo maravilhoso Alexander Desplat.

Fascinante, criativo, leve e sempre mantendo um bom humor, O Grande Hotel Budapeste é um filme divertidíssimo na medida certa que prende a atenção de qualquer público do começo ao fim trazendo uma filmagem muito interessante de uma história cheia de reviravoltas.

Tudo em todo lugar ao mesmo tempo: Disponível nos cinemas

Foto: Divulgação A24


O filme conta a história de Evelyn Wang (Michelle Yeoh), uma imigrante chinesa que luta para manter sua vida comum como proprietária de uma lavanderia sob a auditoria por conta de impostos. Porém no dia da sua auditoria ela recebe uma visita de outra versão de seu marido Waymond (Ke Huy Quan), que alerta que ela e todo o universo estão em perigo.

O longa traz em seu início um drama familiar mostrando como cada estrutura da vida de Evelyn está despencando, discussões com o marido, afastamento da filha, problemas com os negócios e a vinda de seu pai, tudo isso contextualiza a vida comum e infeliz vivida pela protagonista. O longa foca em mostrar o efeito borboleta, de como uma pequena ação pode ocasionar uma grande mudança no futuro.

O filme é uma verdadeira viagem cinematográfica, passando por diversos gêneros como drama, fantasia, ação, ficção científica, aventura e muito mais, mas, ao mesmo tempo, não pertence 100% em nenhum. O longa é como o próprio título sugere, muito caótico trazendo um verdadeiro multiverso da loucura, sendo um filme intimista e ao mesmo tempo global e reflexivo enquanto extremamente frenético e recheado de referências. E a própria montagem do filme, embora muito bem estruturado e dividido em partes, tem o ritmo de uma bomba relógio, remetendo a existência caótica em que encontramos a protagonista lidando e resolvendo diversos problemas pessoais e profissionais ao mesmo tempo.

O roteiro do longa traz uma das mais criativas narrativas do cinema, sem medo de ser estranha, abraçando esse fator em diversos momentos. O filme usa do multiverso para falar sobre a vida, existência e problemas mundanos, se utilizando muito de situações comuns e conhecidas por todos, dessa forma é extremamente fácil se identificar. O filme apesar de caótico traz diversas referências que são importantes e impactam a história de alguma maneira. Além disso, o roteiro brinca com a imprevisibilidade, surpreendendo o espectador com viradas inesperadas mas ainda sim condizentes com os arcos dos personagens e a história.

Falando em criatividade, as sequências de ação do longa são extremamente interessantes, surpreendendo a cada take se utilizando de táticas diferentes. Além disso, o aspecto visual do filme também impressiona se utilizando de técnicas simples – até pelo “baixo” orçamento – mas que trazem um resultado maravilhoso e viciante, o que ajuda a prender o espectador do início até o final.

E mesmo com todo caos ainda há espaços para momentos dramáticos e atuações estrondosas de todo o elenco, porém claro quem mais se destaca é Michelle Yeoh. A atriz traz a mais perfeita performance trazendo uma personagem que no início parece visivelmente cansada mas ao mesmo tempo emanando um carisma que envolve o público entregando um maravilhoso e instigante desenvolvimento de sua personagem. A atriz tem um ótimo timing cômico e traz uma performance muito humana representando cada emoção com excelência. Stephanie Hsu, como a filha de Evelyn, também é um dos destaques do filme, entregando uma performance muito verdadeira. E claro, Ke Huy Quan, que traz um personagem cheio de nuances com uma performance engraçada e ao mesmo tempo impactante.

Sensível, engraçado, marcante e envolvente Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo traz uma maravilhosa história com a principal premissa de “Como seria minha vida se eu tivesse feito algo diferente?”. Trazendo questões existenciais, o filme emociona e diverte sendo quase uma carta à vida.

Top Gun: Maverick: Disponível nos cinemas

Foto: Divulgação


30 anos após os eventos de Top Gun (1986) Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise) trabalha como um piloto de testes para a marinha, se recusando a subir de patente para não abrir mão do que mais gosta: voar. O piloto então é convocado novamente ao Top Gun, dessa vez como professor, para treinar uma equipe perfeita com os melhores dos melhores do Top Gun para realizar uma verdadeira missão impossível. Dos alunos um rosto já que conhecido, Bradley “Rooster” Bradshaw (Miles Teller) filho de seu falecido melhor amigo Goose.

Continuações de filmes solos sempre são perigosos, ainda mais com uma diferença de 30 anos entre os dois filmes. Mas Top Gun: Maverick não só faz um ótimo trabalho como supera o original em diversos momentos. O longa traz o envelhecimento como um grande dilema na vida de Maverick, já que, por conta dos avanços tecnológicos, no futuro não serão necessários pilotos de testes, assim sua atual posição na marinha está em risco. Além disso, assim como o filme original de 1986, Maverick continua com a mesma reputação, sendo extremamente teimoso e rebelde, o que dificulta conseguir qualquer outra posição. Assim, quando é convocado, a pedido do Almirante Tom “Iceman” Kazansky (Val Kilmer), ele não tem outra opção senão aceitar treinar a equipe para o que parece ser uma missão suicida.

O roteiro do novo filme, ao contrário do antigo, conta com uma história mais completa com uma missão, que não só consegue envolver o espectador, mas também faz sentido no contexto atual onde o uso de pilotos de caça não são tão comuns. Além disso o longa ainda traz diversos elementos nostálgicos do primeiro filme como as músicas, o filho de Goose, que tem uma personalidade que mescla a do pai e a de Maverick, o novo personagem Hangman (Glen Powell) que funciona como um jovem Iceman, o próprio Iceman como almirante da marinha, que garante uma das mais emocionantes cenas da sequência, e o romance entre Pete e Penny (Jennifer Connelly), que apesar de ser novo pra narrativa de Top Gun ele traz algum elemento do relacionamento entre Maverick e Charlie no primeiro filme. E claro, o filme foca bastante em mostrar toda a culpa que Maverick carrega pela morte do amigo e explora isso com perfeição através de seu relacionamento com Rooster.

O roteiro do filme, ainda, faz um ótimo trabalho ao estabelecer desde o início a missão que os pilotos teriam de enfrentar, isso não só gerou um maior engajamento do público, já que é possível compreender perfeitamente o que os pilotos devem fazer, mas também fez com que os riscos, perigos e obstáculos parecerem mais reais, trazendo assim uma atmosfera recheada de tensão.

Além de uma história melhor desenvolvida, o filme se aproveita muito dos avanços tecnológicos, tanto nos aviões utilizados pelos pilotos, quanto na produção do filme. O longa é um verdadeiro espetáculo garantindo uma imersão completa do espectador passando a sensação de adrenalina sentida pelos pilotos e gerando uma das mais maravilhosas experiências no cinema. Os movimentos de câmera também são impressionantes acompanhando as aeronaves de maneira que o público consiga entender e aproveitar o que está acontecendo nos ares. A fotografia do filme também se destaca com belíssimas imagens que apenas completam o show apresentado pelo longa. E completando a imersão do público, a sonoplastia do filme é impecável e minuciosa trazendo sons desde os mais simples e óbvios até os mais imperceptíveis como os barulhos internos na cabine de voo e os externos como o som dos jatos deslizando no ar.

As atuações do longa também não deixam a desejar. Tom Cruise mais uma vez mostra que nasceu para o gênero de ação/aventura com uma performance muito natural e real. A realidade é que Maverick e Cruise formam um par perfeito e o personagem é quase uma versão biográfica do ator, já que ambos gostam de testar o limite e, mesmo envelhecendo, não deixam de sempre dar seu máximo. Dessa forma o papel, assim como em 1986, cai como uma luva para o ator, passando inclusive a sensação de que a diferença de 30 anos entre os dois filmes é inexistente. Também se destaca Miles Teller que, mesmo não sendo tão explorado quanto poderia, entrega um personagem que rapidamente consegue conquistar a empatia do público e garante grandes emoções no longa. O ator entrega uma atuação maravilhosa com um personagem que não só homenageia o personagem de Anthony Edwards mas também tem uma personalidade própria.

Top Gun: Maverick é um exemplo de continuação, não só respeitando e homenageando o filme original, mas também aprimorando e melhorando diversos aspectos da narrativa. O filme é uma das mais incríveis e sensoriais experiências no cinema, trazendo tributo aos blockbusters e principalmente celebrando a figura do Tom Cruise.

A origem: Disponível na Hbo Max

Foto: Divulgação Hbo Max


O longa acompanha Dom Cobb (Leonardo DiCaprio), um especialista que tem a capacidade de roubar segredos nos sonhos de suas vítimas. Cobb um dia é contratado por um empresário para plantar uma ideia na mente de Robert Ficher (Cillian Murphy), herdeiro de muito de um milionário, para que ele abra mão da herança do pai. Apesar do trabalho difícil, Cobb aceita, já que em troca poderia voltar aos Estados Unidos para seus filhos. Para realizar o complicado plano, Dom reúne a equipe perfeita com a arquiteta Ariadne (Elliot Page) e seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), além de outros nomes que acabam se juntando à equipe.

O plano tudo se dá na construção de sonhos dentro de sonhos, o que, eventualmente, irá garantir condições ideais para que as ideias se enraízam no subconsciente. Com isso, mais uma vez Christopher Nolan cria um filme que torna a participação do espectador necessária para seguir a trama. Apesar disso, o longa não é confuso ou chato e sim extremamente fascinante, complexa e totalmente compreensível graças ao talento do diretor. Somado a isso, o filme é muito consciente dele mesmo, fazendo diversas brincadeiras ao longo das suas mais de 2 horas fazendo o público se questionar o que é verdade e o que é ficção

Com muitas reviravoltas mas ainda mantendo sua atmosfera de suspense e tensão, A origem tem um roteiro muito inteligente e criativo e um ritmo extremamente acelerado. E mesmo com ideias tão abstratas o diretor consegue deixar a trama próxima e convincente dos espectadores prendendo a atenção do início ao fim.

O filme explora o território dos sonhos e da mente humana, assim um dos grandes destaques é a criação desse mundo e os acontecimentos passados pelos personagens que recriam com perfeição as visões dos sonhos que apesar de similares com a vida real, ainda tem elementos desconexos. Além disso, nesses sonhos, nada exposto é por acaso e tudo tem uma conexão com eventos anteriores ou eventos presentes que acontecem no mundo real enquanto a equipe realiza o plano.Esses sonhos ainda contém pequenos detalhes muito interessantes que não só revelam mais sobre os personagens mas também permite que o espectador se situe.

E claro parte disso é garantida graças ao trabalho maravilhoso na direção de Nolan com diversos aspectos visuais que surpreendem e impressionam qualquer um. Para além dos efeitos visuais, o diretor usa diversos movimentos de câmera que deixam o longa mais dinâmico e alguns efeitos práticos para tornar o filme mais realista – principalmente nas cenas de ação. Essas cenas inclusive são conduzidas com perfeição pelo diretor trazendo uma herança dos filmes do Batman.

E assim como todos os filmes do diretor, o longa conta com um elenco de peso que entrega impecáveis atuações. A começar com Elliot Page, o ator entrega um personagem que funciona quase como uma guia para o espectador, sendo a novata do grupo, e constantemente direcionando e explicando pontos que poderiam confundir o público. No longa também Joseph Gordon-Levitt novamente conquista o público com muita facilidade por conta de seu enorme carisma. Tom Hardy, embora tenha pouco tempo em cena, é um dos melhores personagens do longa já que é o alívio cômico do longa, além disso seu papel no plano de Cobb é fundamental vivendo um “falsificador” assumindo a forma das pessoas de maior confiança das vítimas para roubar seus grandes segredos. Além da equipe, o longa ainda conta com Marion Cotillard, como Mal, a esposa de Cobb. A atriz traz uma performance fascinante constantemente confundido não só Dom mas também o público. E completando o filme, claro, Leonardo DiCaprio que mais uma vez entrega uma atuação maravilhosa do traumatizado ladrão Dom Cobb. O personagem é visivelmente traumatizado e perseguido por sua esposa, que facilmente consegue a empatia do espectador.

Complexo e impressionante, A origem traz uma narrativa maravilhosa e fascinante conseguindo manter o público tenso e atento durante quase toda duração com uma grande aventura, provando mais uma vez a grandiosidade de Nolan.

Por Carolina Genez com supervisão de Angela Luvisotto

carolina.genez

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