60% dos alunos da rede fundamental de Curitiba afirmam já ter sofrido bullying

Foto: divulgação/SME

Só em Curitiba, quase 60% dos alunos da rede fundamental de ensino relatam já ter sofrido bullying dentro da escola. Outros 36% foram vítimas de agressões na internet. Os dados são de um levantamento feito pelo grupo de pesquisa Interagir, da Universidade Federal do Paraná.

O bullying compreende comportamentos com diversos níveis de violência que vão desde chateações inoportunas ou hostis até fatos agressivos. Os ataques podem ser verbais e não verbais, intencionais e repetidos e sem motivação aparente. Além disso, a intimidação pode ser provocada por um ou mais estudantes em relação a outros, causando dor, angústia, exclusão, humilhação e discriminação.

De acordo com a pedagoga Ângela Christianne de Mendonça, que trabalha na área da Criança, do Adolescente e da Educação do Ministério Público, o bullying possui diferentes percepções entre meninos e meninas.

O problema se tornou tão grave entre crianças e adolescentes que em 2015 foi criado um programa nacional de combate a intimidação sistemática e editada uma lei específica, a lei 12.185/2015 que instituiu o modo como deve ser prevenido e combatido o bullying.

A pedagoga diz que a intimidação pode se dar em qualquer ambiente entre crianças, jovens e adultos. No entanto, o ambiente escolar, segundo ela, é o que mais têm registros de casos.

As vítimas de bullying não costumam relatar os casos à família e aos professores, já que não acreditam que os adultos possam resolver o problema.

No entanto, a pedagoga Ângela Christianne de Mendonça diz que é importante prestar atenção em pequenos sinais que crianças e adolescentes demonstram no dia a dia.

Os especialistas são categóricos ao afirmar que ações pontuais, como palestras, não são suficientes para combater o bullying nas escolas. O caminho apontado por eles está na formação continuada dos professores (com leituras e estudos de caso) e na adoção de políticas de prevenção e conscientização que façam parte do cotidiano da escola.

Reportagem: Thaissa Martiniuk

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