Capela da Glória é reaberta depois de restauro

Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Depois de 11 anos fechada para obras de restauro a Capela Nossa Senhora da Glória foi reaberta. São mais de 120 anos de história – a pedra fundamental da construção foi lançada em 1895. A edificação, que hoje integra o patrimônio histórico de Curitiba, foi totalmente reformada. O projeto de restauro foi assinado pelo escritório de arquitetura Soczek Bandil, há cerca de 10 anos.

Mas a execução só começou no ano passado e ficou por conta da G Arquitetura, a mesma que fez o restauro da Catedral Basílica de Curitiba. A arquiteta Giceli Portela conta que alguns problemas foram identificados durante a execução da obra.

Localizada na avenida João Gualberto, no bairro Alto da Glória, a igrejinha era um templo particular das famílias dos barões de mate Fontana, Leão e Veiga. O prédio foi doado para a Arquidiocese de Curitiba em 2001. Um convênio entre a prefeitura e a igreja católica garantiu o recurso para a obra de recuperação, por meio da Lei Municipal do Potencial Construtivo.

Segundo a administração pública, foram usados R$ 1,27 milhões, arrecadados por meio da venda de cotas do potencial. A lei pode ser aplicada para unidades históricas como a Capela da Glória, que é cadastrada pela Prefeitura de Curitiba como Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP).

O processo de restauro é diferente de uma reforma comum. Giceli explica que as características originais foram preservadas, mas que o projeto também sofreu alterações para se adequar às legislações de segurança atuais. A construção agora passa a atender a leis de acessibilidade.

A cerimônia de reabertura foi conduzida pela Banda Lyra e pela a Camerata Antiqua de Curitiba, sob a regência de Mara Campos. A restauração foi aplicada em 182 metros quadrados da edificação e mais de 238 metros quadrados da área externa, que conta com jardins e passeios.

Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

 

Reportagem: Ana Flávia Silva

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*