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Computadores de colégios estaduais permitem acesso a conteúdos impróprios

O governo diz que 14% dos colégios não estão conectados à rede pública escolar

 Computadores de colégios estaduais permitem acesso a conteúdos impróprios

Foto: Ilustrativa/pixabay

Estudantes e professores denunciam que alguns computadores usados na rede pública estadual de Educação não têm filtro de segurança adequado para impedir o acesso a conteúdos adultos. Dessa forma, menores de idade estariam expostos a sites de apostas, pornografia e salas de bate-papo para encontros sexuais. Segundo a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes), outro problema é que os computadores de uso comum não exigem login e senha. Sem a identificação, a capacidade de rastreio dos acessos diminui.

Em nota, a Upes explicou que as denúncias sobre a exposição dos alunos a conteúdos inadequados foram encaminhadas à instituição por professores e técnicos da rede estadual de ensino, sob condição de anonimato. Os relatos indicam que o problema acontece nas máquinas dos laboratórios e no Educatron – equipamento composto por um aparelho de televisão acoplado a um computador, com webcam e acesso a internet via wi-fi.

Também por meio de nota a Secretaria de Estado da Educação reconhece que problemas como esse podem acontecer em 14% das escolas estaduais. Segundo a pasta, 297 colégios ainda não estão ligados à internet contratada pelo Estado e administrada pela Celepar, empresa pública de telecomunicações do Estado do Paraná. A secretaria afirma que a “maioria dessas instituições está na zona rural e costumava contratar um provedor local de internet, com eficiência menor desse filtro”.

O governo alega que vem trabalhando para conectar todas as escolas do Estado em uma única rede de internet, que será a maior rede pública escolar da América Latina. No entendimento da pasta, manter todos os colégios em uma única rede manteria todas as instituições no mesmo padrão, aumentando a estabilidade e a segurança. A expectativa é concluir o projeto até o final do ano.

O governo diz que contratou, por R$ 6 milhões, uma solução para bloquear conteúdos inadequados tanto nos computadores quanto nos dispositivos ligados à rede wi-fi. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, se trata de uma operação que exige várias etapas, e que começou a ser instalada no ano passado. A expectativa é concluir a ligação de todos os colégios até o final do ano.

Reportagem Angelo Sfair

carolina.genez

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