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“Desastre”, dizem transportadores de cargas sobre interdição da BR-277

BR-277 permanecerá interditada até a reconstrução completa do local

 “Desastre”, dizem transportadores de cargas sobre interdição da BR-277

(Divulgação: PRF/PR)

A interdição da BR-277 em pleno período de pico do escoamento da safra foi classificada como um “desastre” pela Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná). A rodovia foi completamente bloqueada nesta quarta-feira (8), no sentido Paranaguá, após o surgimento de uma fenda no km 33, em Morretes, no litoral.

Geólogos do DNIT condenaram o trecho após avaliar que o afundamento do pavimento é irrecuperável. Portanto, a BR-277 permanecerá interditada até a reconstrução completa do local.  Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), um desvio operacional será instalado no trecho. Por um período indeterminado, na região do km 33, as pistas sentidos Curitiba serão transformadas em mão dupla, atendendo provisoriamente as duas direções de fluxo. Em um primeiro momento, caminhões não serão permitidos.

A orientação inicial é que veículos pesados façam o desvio pela BR-376 e atravessem a Baía de Guaratuba pelo ferry-boat. Dessa forma, eles devem seguir até Matinhos e usar a PR-508 para retornar à BR-277 e acessarem o Porto de Paranaguá. O problema é que as balsas têm uma limitação de 26 toneladas, muito abaixo do que transportam os caminhões carregados com grãos.

 Para o presidente da Fetranspar, Sérgio Luiz Malucelli, o desvio é inconcebível.

O representante das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná está em Brasília, onde se reúne com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para debater a situação das rodovias paranaenses. Na avaliação de Malucelli, as estradas federais e estaduais que compunham o Anel de Integração estão abandonadas desde o fim dos antigos contratos de concessão, que venceram em novembro de 2021.

Segundo o Ministério dos Transportes, o pico do escoamento da safra 2022/2023 é esperado entre os meses de março e abril. O relatório mensal do Deral (Departamento de Economia Rural), referente ao mês de fevereiro, aponta que o Paraná se prepara para colher “uma das maiores, senão a maior, safra de soja da história”.

A produção estimada se aproxima de 21 milhões de toneladas. Além disso, a colheita da primeira safra do feijão já está 95% concluída e os produtores avançam com o plantio da segunda safra do milho.

Em nota, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) informou que realiza um trabalho de sinalização para poder abrir o desvio por uma das faixas da BR-277 que, originalmente, opera no sentido Curitiba.

O DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) informou que disponibilizou equipe de Operação de Tráfego Rodoviário e que aguarda mais informações do DNIT, que é o responsável pela BR-277.

Reportagem: Angelo Sfair

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