FPF aguarda parecer jurídico para decidir sobre Athletiba ameaçado

Foto: Clube Athletico Paranaense/ divulgação

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) afirma que irá aguardar até 13h para tomar uma decisão em relação ao clássico Athletiba. De acordo com o presidente do órgão, Hélio Cury, o departamento jurídico ainda analisa o que pode ser feito para garantir os direitos dos torcedores e dos clubes. A federação, na condição de organizadora da competição, poderia aplicar uma derrota por “W.O.” ao rubro-negro. O problema na organização do clássico é resultado do desejo da diretoria do Athletico Paranaense em obrigar torcedores do Coritiba a assistir a partida em meio aos torcedores rivais.

O alviverde recusou a proposta e solicitou uma área reservada aos torcedores na Arena da Baixada. Sem acordo, o clube recorreu ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que concedeu uma decisão liminar obrigando os mandantes a reservar o espaço no estádio e iniciar a venda de ingressos. O prazo para isso venceu ontem (29), ao meio-dia.

Após o descumprimento da decisão, a procuradoria do TJD solicitou que o Athletiba seja realizado com portões fechados. O Coritiba, por sua vez, pede o cancelamento da partida e a aplicação do “W.O.”. O Athletico Paranaense não atendeu a reportagem e se posiciona oficialmente com base em uma nota emitida pelo Ministério Público (MP-PR), que é parceiro do clube num projeto-piloto chamado “Torcida Humanizada”.

A procuradoria afirma que o TJD, por não estar ligado ao Poder Judiciário, não é o órgão competente para julgar os pedidos. E também afirma que irá investigar se o Estatuto do Torcedor foi desrespeitado. (O Estatuto do Torcedor, no capítulo 5, que trata dos ingressos, diz que os bilhetes devem ser disponibilizados com 72 horas de antecedência; que as vendas devem acontecer em pelo menos cinco pontos distintos; e que a obrigação dessa logística é do clube mandante).

O Ministério Público, que incentiva a realização de jogos com torcidas misturadas, ainda diz, em nota, que a realização partidas neste formato tem embasamento jurídico e reduz o efetivo policial necessário para fazer a segurança dos jogos. Consultada, a Polícia Militar do Paraná afirma que está preparada para atender qualquer demanda relacionada ao clássico.

Reportagem: Angelo Sfair

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