Gravadores usados em investigação contra Richa são entregues a juiz

Os gravadores usados para reunir provas na Operação Rádio Patrulha em que o delator Tony Garcia apresenta uma suposta conversa do ex-governador Beto Richa  com o pedido de propina, foram entregues na sexta-feira(21) ao juiz Fernando Fischer, que havia solicitado a entrega dos equipamentos para preservar o material gravado.

O pedido para recolhimento dos gravadores foi feito pela defesa de Pepe Richa, irmão do ex-governador e também preso da Operação. Richa é suspeito de liderar um esquema de propina em licitações para a recuperação de estradas rurais do estado, mas nega participação nos crimes.

O ex-governador Richa chegou a ser preso, mas foi solto dias depois, após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação do Gaeco é sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais. Além de Beto Richa, outras 14 pessoas foram presas.

De acordo com o MP-PR, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Beto Richa é considerado chefe de uma organização criminosa por fraude em uma  licitação de mais de R$ 70 milhões para manutenção de estradas rurais, em 2011.

De acordo com o MP-PR, Fernanda Richa, mulher de Beto, participava da lavagem de dinheiro desviado no esquema. A lavagem de dinheiro, conforme os promotores, era feita por meio da compra e venda de imóveis.

 Reportagem: Taís Santana

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