Interrogatório de Eduardo Cunha é adiado para outubro

O segundo interrogatório do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha em processo da Lava Jato em Curitiba, que seria realizado hoje (14), ficou para 3 de outubro. Preso há quase dois anos, desde outubro de 2016, Cunha é acusado nesta ação penal de ter recebido propina negociada em contratos de fornecimento de navios-sonda para a Petrobras.

O juiz federal Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal do Paraná, decidiu adiar a data do interrogatório para aguardar esclarecimentos que a defesa de Cunha pediu a respeito de uma perícia realizada no aparelho celular do ex-deputado. O juiz autorizou o envio dos questionamentos ao responsável pelo laudo. Em outro processo decorrente da Lava Jato, Cunha foi condenado a 15 anos e 4 meses de reclusão pela acusação de ter recebido propina em contrato da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África.

Na ação penal que ainda está em andamento, um laudo confirma a autenticidade de mensagens encontradas no celular de Cunha em que eram negociados favorecimentos envolvendo nomes de empresários e parlamentares. Entre as conversas periciadas estão assuntos tratados com André Vargas, João Augusto Rezende Henriques, Fernando Baiano, Hugo Mota e Geddel Vieira Lima. Cunha responde pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Além do ex-deputado, também foi denunciada pelo Ministério Público Federal a ex-deputada e ex-prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Pereira de Almeida. Segundo o MPF, Cunha teria pedido para ele e outras pessoas propina no valor de US$ 15 milhões para a contratação dos navios-sondas Petrobras 10.000 e Vitória 10.000. Os crimes teriam acontecido entre junho de 2006 e outubro de 2012.

Solange também teria pressionado o pagamento por meio de dois requerimentos à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados (CFFC). Atualmente, Cunha está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Reportagem: Lenise Klenk

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