Obras do último lote da Linha Verde Norte estão atrasadas; construtora alega problemas no projeto

 Foto: Pedro Ribas/SMCS
Foto: Pedro Ribas/SMCS

O cronograma das obras do lote 4.1 da Linha Verde Norte está atrasado, de acordo com a prefeitura e com a empresa responsável pela obra. A previsão inicial para finalização do trecho entre a estação Solar e o Atuba – com aproximadamente 2 quilômetros e 800 metros de extensão, é dezembro de 2020, mas moradores da região e motoristas que passam pelo local dizem que os trabalhos não estão a todo vapor.

O bancário Aliatar Silvério dos Santos cruza a cidade em direção ao Xaxim todos os dias. Segundo ele, a movimentação de operários varia muito e nem sempre é possível ver o andamento das atividades.

Essa percepção não é apenas visual. Segundo a vencedora da licitação para execução da obra, Terpasul Construtora, algumas etapas estão, de fato, paradas por problemas no projeto. A assessora de imprensa da empresa, Marcela Afonso, afirma que os erros foram identificados ainda no início das atividades, mas que a demora no retorno da Prefeitura tem atrasado o trabalho.

A avaliação da profissional se dá com base nos projetos já realizados pela construtora – os lotes 3.1 e 3.2 também foram executados por ela. Do lote atual, segundo a assessora, há protocolos sem resposta desde fevereiro. Pela experiência anterior, a empresa decidiu paralisar as atividades e só seguir em frente depois que as correções forem feitas.

Embora a empresa aponte erros graves – como a instalação de manilhas a sete metros acima da pavimentação, a prefeitura não reconhece falhas no projeto. Segundo o Secretário Municipal de Obras Públicas, Rodrigo Araújo Rodrigues, as alterações necessárias são apenas ajustes comuns a qualquer grande empreendimento.

O secretário afirma que a empresa tem sido notificada por conta dos atrasos e que ainda dá tempo de tirar o atraso e entregar a obra dentro do prazo inicial.

O lote 4.1 é o último da Linha Verde. O valor da obra é de R$ 69.424.662,46, com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), como parte do PAC-2.

Reportagem: Ana Flavia Silva