Projeto de logística reversa de pneus deve ser estendida para todo o estado

(Foto: Divulgação/SEDEST)

Todas as cidades paranaenses devem adotar a logística reversa de pneus para destinação adequada. Um acordo firmado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos amplia o projeto, que atualmente atende apenas 190 cidades.

A parceria divide a responsabilidade sobre pneus inservíveis entre o importador, distribuidor, fabricante, comerciante e município. De acordo com o coordenador da Divisão de Resíduos Sólidos da secretaria, Laerty Dudas, o valor mais caro do ciclo de logística reversa vai ganhar o aporte por meio do acordo.

Por lei, é responsabilidade do importador, comerciante, distribuidor e fabricante dividir a conta da logística reversa. Porém, na reunião o fabricante assumiu a maior responsabilidade, que é o transporte do resíduo até a destinação correta. No projeto, o município terá a responsabilidade de articular com os comerciantes de pneus locais para armazenar os resíduos trazidos por caminhões, até o recolhimento por parte do fabricante.

Além disso, o comércio deverá chamar o importador para participar do processo e dividir os custos. A proposta ainda é ampliar o projeto para que se aplique aos importadores, que no momento não estão contemplados no acordo.

A expectativa é de que 4 mil empregos diretos sejam gerados para fazer o processo funcionar.Para o consumidor, vale a o reforço:todo ponto de comércio de pneus deve receber de volta o material que já não serve mais nos veículos.

Esses pneus podem ser aproveitados para o coprocessamento em fornos de cimento, já que são mais baratos que o coque de petróleo. Também podem ser triturados para uso em pavimentação de vias com o chamado asfalto-borracha, que além do baixo custo, dura mais que o asfalto comum.

Reportagem: Ana Flávia Silva