Richa convoca prefeitos para retomar campanha após prisão; Cida pede renúncia

(Foto: Narley Resende/BandNews Curitiba)

Contrariados pela decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que mandou soltar o ex-governador Beto Richa (PSDB), além de familiares e aliados, na última sexta-feira (14), procuradores do Gaeco preparam recurso para revogar a determinação. O pedido ao STF deve ser baseado no risco que há, segundo o MP, de interferência nas investigações, e na existência de fatos novos.

Beto Richa é investigado na Operação Rádio Patrulha, que apura esquema de desvio de dinheiro de obras em estadas rurais. O tucano convocou hoje (17) prefeitos e deputados para uma reunião amanhã (terça) no comitê da candidatura ao Senado para anunciar a retomada da campanha.

Hoje (17), em entrevista coletiva em Toledo, a governadora Cida Borghetti, do PP, candidata à reeleição, pediu que Richa retira a candidatura da coligação.

Beto Richa, que passou quatro dias preso na semana passada, convocou prefeitos e lideranças para anunciar a retomada da campanha. No convite, a assessoria de Richa afirma que será “uma grande reunião de apoio” ao ex-governador. Foram convidados, além de prefeitos de todo o Estado, deputados e os suplentes ao Senado na chapa, Nelson Padovani e Maria Iraclésia.

O encontro será no “comitê central da campanha Beto Richa senador”, na Rua Mateus Leme, número 1.400, próximo ao Shopping Mueller. O convite reforça que a presença dos convidados é “muito importante para o sucesso da campanha eleitoral”. A assessoria do candidato ao Senado afirmou que o evento não será aberto à imprensa.

Beto Richa, familiares e aliados foram presos no dia 11 de setembro na Operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Na sexta-feira, dia 14, o ministro Gilmar Mendes revogou a prisão dos 14 investigados em um esquema de fraude em licitação do Programa Patrulha do Campo.

Quando saiu da prisão, no sábado, Beto Richa foi questionado sobre diversos assuntos relacionados à investigação, mas só respondeu que não abrirá mão da campanha.

O prazo para que a Justiça Eleitoral confirme ou barre as candidaturas de todo o país termina hoje (17). Também é o último dia para que os partidos substituam nomes dentro das chapas. Richa enfrenta um pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral e de partidos adversários.

A contestação é referente ao caso das diárias em Paris. O tucano foi condenado a ressarcir os cofres públicos após uma diária não prevista, em Paris, durante viagem oficial.

Reportagem: Narley Resende

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