Seis pessoas são condenadas no âmbito da Operação Carne Fraca

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, condenou nesta sexta-feirea seis pessoas pela prática do crime de corrupção no âmbito da Operação Carne Fraca. As penas, de acordo com o despacho, variam de três a seis anos de prisão. Três réus devem cumprir a pena em regime semiaberto, dois em regime aberto e uma foi beneficiada por ter assinado acordo de delação premiada. André Luis Baldissera, ex-diretor de operações da BRF, e Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura foram absolvidos.

A investigação apura um esquema envolvendo empresários de frigoríficos, fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) que atuavam na liberação de licenças, solicitação e recebimento de vantagens indevidas. Entre os condenados estão o ex-superintendente do Ministério da Agricultura, Francisco Carlos de Assis, que foi sentenciado a 3 anos e 4 meses de reclusão, mas teve parte da pena convertida em restrição de direitos. A servidora pública federal, Maria do Rocio Nascimento, também foi condenada ao mesmo tempo de prisão. No entanto, como firmou acordo de colaboração premiada, teve a pena convertida em restrição de direitos. O advogado José Antônio Diana Mapelli foi condenado a 4 anos e meio de prisão. O regime inicial da pena será o semi-aberto. O servidor público federal, Dinis Lourenço da Silva, foi condenado a 6 anos e meio de reclusão, também em regime inicial semi-aberto. O fiscal Welman Paixão Silva Oliveira foi condenado a 6 anos de prisão com regime inicial semi-aberto. O gerente de Relações Institucionais e Governais da BRF, Roney Nogueira dos Santos, foi condenado a 6 meses de detenção, mas teve a pena convertida em restrição de direitos.

A Operação Carne Fraca foi deflagrada em março de 2017, com cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva e 11 mandados de prisão temporária, além de 79 conduções coercitivas e quase duas centenas de mandados de busca e apreensão. A operação ainda teve mais duas fases, a última delas realizada em março deste ano. Por meio de escutas telefônicas, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal descobriram esquema de propina que envolvia funcionários de fiscalização de produtos de origem animal e frigoríficos de vários estados. Os servidores cobrariam propina para não autuar as empresas ou interditar linhas de produção em que houvesse irregularidades.

Reportagem: Juliana Goss / Thaissa Martiniuk

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