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Vítima de tortura por PMs relata agressões com choque elétrico

Caso aconteceu em 2017, em Matelândia, mas repercutiu neste fim de semana nas redes sociais

 Vítima de tortura por PMs relata agressões com choque elétrico

Foto: reprodução/redes sociais

O depoimento da vítima de um processo que condenou dois ex-policiais militares por tortura detalha as agressões. O caso aconteceu em abril de 2017, em Matelândia, no oeste do estado, mas o vídeo repercutiu nas redes sociais apenas no último fim de semana. Nele, um jovem algemado aparece com uma luva de látex na cabeça, enquanto o então PM Marlon Santos dá um tapa na cabeça dele. Já o então policial Rafael Stefano Lauesdorf filma a situação e ainda pergunta se a vítima gostou do saco. A BandNews teve acesso aos documentos do processo.

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Na audiência, a vítima relata ter sido abordada junto a um amigo na rua. O jovem também nega a informação que consta no boletim de ocorrência de que ambos tentaram fugir da abordagem e se machucaram ao cair de um muro. Segundo ele, os dois estavam sem documento e tentaram informar os dados aos militares, que não quiseram ouvir e os levaram para a polícia, onde começaram as agressões.

Conforme o boletim de ocorrência, foram localizados dois gramas de maconha com os jovens. Parte da droga, segundo a vítima, foi implantada pelos próprios militares. Além das agressões registradas em vídeo, a vítima ainda relata terem sido torturados também com choques elétricos.

A situação chegou ao conhecimento da PM em 2019, quando um inquérito militar interno foi aberto para apuração. Marlon Santos, responsável pela agressão, pediu para deixar a corporação antes da conclusão do processo e se mudou para a Espanha. Ele foi condenado três anos e oito meses em regime aberto. Já Rafael Stefano, que filmou a tortura, foi expulso da corporação e condenado por omissão quando tinha o dever de agir para evitar a tortura. Em depoimento, Marlon afirmou não ser ele quem aparece torturando os presos nas imagens.

Stefano também afirmou não ter participado da tortura registrada.

Ambas as condenações transitaram em julgado, isto é, não têm mais possibilidade de recurso. De acordo com o processo, o vídeo chegou às autoridades por meio da ex-companheira de um dos militares envolvidos.

Reportagem: Bárbara Hammes e David Musso

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Izabella Machado

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