Categorias marcam paralisação parcial em ato contra reforma trabalhista

Diversas categorias de trabalhadores, representadas pelas maiores centrais sindicais do país, devem participar da mobilização nacional marcada para amanhã (sexta, 10). Em Curitiba, não há greve confirmada, apenas mobilizações de trabalhadores no contraturno e paralisações parciais. Um ato central está marcado para começar às 11 horas da manhã na Boca Maldita.

Entre as paralisações, bancários devem fechar agências do Centro de Curitiba por duas horas durante a manhã; técnicos administrativos da UFPR, UTFPR e os colaboradores do Hospital de Clínicas (HC) devem paralisar atividades voluntariamente.

De acordo com o sindicato da categoria, o Sinditest, apenas 30% dos funcionários vão continuar ativos para atender a lei. Professores da rede estadual de ensino foram convocados pela APP-Sindicato, mas não houve assembleia para deliberar sobre a paralisação.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana convocou trabalhadores do contraturno e afirma que os ônibus vão circular normalmente amanhã (sexta). A manifestação é organizada pelas sete principais centrais sindicais do Brasil: CUT, Força Sindical e UGT, que são as maiores, além de CSB, CSP-Conlutas, CTB e NCST.

As centrais protestam contra a Reforma Trabalhista, que entra em vigor no sábado. São colhidas assinaturas para uma proposta de iniciativa popular que pretende derrubar a reforma do Governo Michel Temer. As centrais lançaram em outubro uma campanha de coleta de assinaturas que pretende viabilizar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para tentar revogar a reforma.

A Constituição Federal permite que a sociedade apresente uma proposta à Câmara dos Deputados, desde que seja assinada por um número mínimo de cidadãos distribuídos por pelo menos cinco estados brasileiros. As centrais esperam recolher 1 milhão e 300 mil assinaturas em coleta física e pela internet. Para incentivar as assinaturas, a CUT relaciona outras quatro leis federais que já foram derrubadas por iniciativa popular. No site da Central há uma série de argumentações para que os trabalhadores assinem a petição. A reforma trabalhista foi sancionada no dia 13 de julho e entra em vigor neste sábado.

Comments

  1. Manoel Rosa da Cruz says:

    Caros trabalhadores do Brasil… agora nada mais poderá ser feito ,a não ser aguentar ou reagir ,porem a reação tem que ser direta a algum dos patifes que ajudaram a armar essa sujeira contra o povo,descubram os patifes e Punam a moda Francesa ….é a única saída ….morrer com glória de ter lutado ou morrer como covarde de fome ….?

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